ARACAJU — A Secretaria de Estado da Saúde (SES) mantém, desde 2023, uma equipe especializada que avalia pessoas com transtorno mental envolvidas em infrações penais e indica o cuidado mais adequado antes, durante e após decisões judiciais.
- Em resumo: serviço já atendeu 709 sergipanos, priorizando tratamento humanizado em vez de punição.
Base legal e equipe multiprofissional
Instituída pela Portaria do Ministério da Saúde nº 4876/2024, a Equipe de Avaliação e Acompanhamento de Medidas Terapêuticas (EAP-Desinst) segue marcos como a Lei 10.216/2001 e a Resolução CNJ 487/2023, atuando em articulação com o Poder Judiciário e o Sistema Único de Saúde.
O grupo reúne psiquiatra, enfermeiro, psicólogo, assistente social e profissional de ciências sociais, responsáveis por laudos clínicos e psicossociais que subsidiam magistrados.
“A EAP auxilia a Justiça na tomada de decisão na sentença, assegurando os direitos humanos, além dos direitos do cuidado e da liberdade do usuário”, explicou Suely Matos, coordenadora estadual de Saúde Mental da SES.
Impacto: 709 atendimentos desde a criação
Do total de casos avaliados, 381 pessoas receberam liberdade assistida com acompanhamento nos Centros de Atenção Psicossocial; 145 foram encaminhadas ao sistema prisional com assistência terapêutica; 63 precisaram de internação hospitalar; e 120 processos foram arquivados ou tiveram alta.
“Na audiência de custódia fazemos uma avaliação prévia; no presídio garantimos assistência; e, em liberdade, conectamos o paciente à Rede de Atenção Psicossocial”, pontuou Raphael Andrade, médico da EAP.


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Crédito da imagem: Divulgação / SES Sergipe
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