BRASIL — Nesta sexta-feira (8/3), o governo federal renovou antecipadamente os contratos de 16 distribuidoras de energia que atendem 13 estados, com previsão de R$ 130 bilhões em investimentos até 2030.
- Em resumo: Sergipe deve receber R$ 1,7 bilhão para modernizar a rede e melhorar o atendimento.
R$ 130 bilhões, 100 mil empregos e regras mais duras
Firmados sob o Decreto 12.068/2024, os novos contratos elevam a exigência de qualidade, incorporam a satisfação do consumidor como indicador oficial e obrigam metas específicas para retomada do serviço após eventos climáticos. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, as concessionárias também terão de comprovar, ano a ano, capacidade financeira e adotar redes digitalizadas.
As empresas Light, Equatorial, Neoenergia, CPFL, EDP e Energisa estão na lista de concessionárias contempladas — a Enel ficou de fora nesta rodada.
“Trata-se da mais expressiva rodada de investimentos na modernização de redes de distribuição de energia da história do Brasil. Estamos falando da geração de 100 mil empregos diretos e indiretos, de 30 mil profissionais capacitados”, afirmou Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia.
Sergipe terá R$ 1,7 bilhão; bairros terão mesma métrica de qualidade
Entre os 13 estados contemplados, Sergipe receberá R$ 1,7 bilhão. O novo modelo obriga que indicadores de qualidade deixem de ser medidos apenas por área de concessão e passem a ser verificados por bairro, reduzindo disparidades entre regiões de diferentes faixas de renda.

“Antes, a medição da qualidade do serviço era feita pela área de concessão. Agora serão feitos pelos bairros. Portanto, os bairros mais pobres terão o mesmo padrão de qualidade que os bairros mais ricos. Vamos caminhar para o fim dos apagões e a irritante demora que nós todos conhecemos, nos call centers”, explicou Silveira.
Acompanhe mais sobre economia na editoria de Economia.
Crédito da imagem: Reprodução / Jovem Pan
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.







