No último sábado, 23 de maio de 2026, o Museu da Gente Sergipana recebeu o Festival Museu é Rua, encerrando a Semana Nacional de Museus. O evento foi uma verdadeira celebração da identidade sergipana, promovendo a aproximação entre as pessoas e destacando a riqueza das manifestações culturais locais.
A programação teve início às 10h com a Confecção do Eco Mural ‘Museu é Rua’, uma atividade coordenada pelo arquiteto e artista visual Eddye Matheus Ramos. O mural trouxe uma proposta de conscientização ambiental, ao mesmo tempo em que valorizou a arte como forma de expressão e engajamento social.
Às 14h, foi realizado o lançamento do documentário EMPREAFRO, idealizado por Tatiane Costa, da iniciativa Negra Luz. O filme analisa o afroempreendedorismo em Sergipe, destacando sua importância como motor de transformação social e econômica. A produção traz vivências de comunidades quilombolas e territórios tradicionais, enfatizando temas como inclusão, diversidade e sustentabilidade.
Uma das atrações mais esperadas foi a Feira do Mangaio, que começou às 15h. O espaço fomentou a economia criativa, apresentando e comercializando produtos artesanais criados por mulheres pretas empreendedoras, em sua maioria do Centro-Sul de Sergipe. A feira foi uma verdadeira imersão na gastronomia e no artesanato local, valorizando o trabalho dessas mulheres e suas histórias.
Na mesma hora, o projeto Teatro no Museu trouxe a apresentação do espetáculo ‘Para Onde Voam os Pássaros?’, da Cia. A Tua Lona, sob a direção de Euler Lopes. A peça narra a trajetória de dois irmãos que enfrentam um dilema entre seguir tradições ancestrais ou buscar novos caminhos. A história, que envolve a caça de aves, reflete sobre escolhas, conflitos e as raízes culturais de Sergipe.
Às 16h30, o Slam da Norte apresentou uma performance poética que destacou a potência da poesia falada e o protagonismo da juventude preta e periférica da Zona Norte de Aracaju. O evento promoveu um diálogo entre a escrita crítica e a performance urbana, reafirmando a arte como uma ferramenta de inclusão e transformação social.
O festival seguiu com a apresentação da Quadrilha Junina Xodó da Vila, que, às 17h, trouxe o tema ‘Museu da Gente Sergipana – um mergulho na alma do povo sergipano’. O espetáculo transformou as memórias e o acervo do museu em um show de afeto e movimento, reconectando o público com as histórias que moldam a sergipanidade.
O evento foi encerrado às 18h com o Show musical ‘Correnteza’, protagonizado pela cantora Jaque Barroso. A artista trouxe uma fusão de estilos, unindo afrofuturismo e batidas eletrônicas aos ritmos tradicionais quilombolas. A apresentação contou com a participação do Grupo de Samba de Coco do Crasto e do cantor Pardal, proporcionando um espetáculo vibrante que celebrou a cultura popular e o orgulho negro em Sergipe.
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