Aracaju, capital de Sergipe, sofreu uma queda significativa em seu índice de qualidade de vida, conforme o ranking do Índice de Progresso Social (IPS) 2026, divulgado na última quarta-feira, 20 de maio. O município, que já foi considerado o melhor do Nordeste em qualidade de vida, agora ocupa a terceira posição regional, além de ter descido para o 14º lugar entre as capitais brasileiras.
Desde 2025, a capital sergipana não consegue se recuperar e se mantém na mesma posição, registrando 66,35 pontos no IPS. Em comparação, em 2024, Aracaju estava em 1º lugar no Nordeste e 10º no Brasil. O relatório revela que a qualidade de vida no país continua a ser marcada por desigualdades, com variações significativas entre regiões e municípios.
Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil, explica que o índice avalia a capacidade de atender às necessidades humanas básicas e garantir oportunidades para todos os cidadãos. O IPS é calculado com base em 57 indicadores sociais e ambientais, focando em resultados tangíveis e no uso de dados públicos confiáveis. Segundo Wilm, “o IPS mede resultados e não volume de investimentos, ou riquezas; nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato, sendo entregues aos cidadãos”.
O ranking revela que Curitiba (PR) ocupa a liderança com 71,29 pontos, seguida por Brasília (DF) e São Paulo (SP), com 70,73 e 70,64 pontos, respectivamente. Aracaju, com seus 66,35 pontos, enfrenta uma concorrência acirrada com outras capitais, enquanto Salvador (BA) e Maceió (AL) apresentam resultados ainda mais baixos, com 62,18 e 61,96 pontos.
Além disso, Sergipe aparece em 12º lugar entre os estados brasileiros, com uma pontuação de 62,10, indicando que o estado está abaixo da média nacional, que é de 63,40. As dimensões de Necessidades Humanas Básicas e Fundamentos do Bem-estar foram mais bem avaliadas, enquanto a dimensão Oportunidades teve o menor resultado, com 46,82.
O ex-prefeito Edvaldo Nogueira (PDT) comentou a situação e lamentou a queda da qualidade de vida em Aracaju: “Na minha gestão, em 2024, Aracaju era a capital com a melhor qualidade de vida do Nordeste. Mas há dois anos ela perdeu esse título, caindo para a terceira posição e não saiu mais dela. Isso mostra como os aracajuanos estão sendo tratados”.
É evidente que a qualidade de vida da população deve ser uma prioridade em qualquer administração, independentemente de suas orientações políticas. O IPS Brasil 2026 traz à tona a necessidade de um olhar mais atento sobre as condições de vida e oportunidades oferecidas aos cidadãos sergipanos.
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