Sergipe já aplicou um total de 13.204 doses da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) em gestantes, entre dezembro de 2025 e maio de 2026. Esse dado representa uma impressionante cobertura vacinal de 94,9% no estado, conforme informações do Ministério da Saúde.
O VSR é o principal responsável pela bronquiolite em bebês, e a vacinação é fundamental para proteger os recém-nascidos. A vacina atua estimulando a produção de anticorpos pela mãe, que são transferidos ao bebê durante a gestação. Essa transferência de proteção é essencial nos primeiros meses de vida, um período em que os bebês estão mais vulneráveis a complicações respiratórias.
As doses da vacina estão sendo oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que introduziu esta imunização contra o VSR de forma inédita em todo o país. Ao todo, foram distribuídas 1,8 milhão de doses para proteger gestantes a partir da 28ª semana de gestação. A iniciativa está disponível em Unidades Básicas de Saúde (UBSs) em todo o Brasil e visa garantir a imunização antes do período de maior circulação do vírus, que tende a atingir seu pico entre abril e maio.
“O Brasil voltou a ser referência em vacinação. Alcançamos a maior cobertura vacinal infantil dos últimos nove anos e derrotamos o negacionismo que atacou as vacinas e enfraqueceu o Programa Nacional de Imunizações. Em três anos e meio, reconstruímos o PNI, incorporamos novas vacinas e ampliamos, ano após ano, a proteção da população. Seguiremos fortalecendo o SUS para garantir mais acesso à imunização e mais saúde para todos os brasileiros”, declara o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
No Brasil, durante o Mês das Mães, a imunização contra o VSR atingiu mais de 1 milhão de gestantes vacinadas. Essa vacina é crucial para proteger os recém-nascidos desde os primeiros dias de vida, quando o risco de complicações respiratórias é significativamente maior.
O avanço na vacinação já está refletindo em indicadores de saúde infantil. Entre janeiro e abril de 2026, as internações de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR apresentaram uma queda de 52% em comparação ao mesmo período de 2023, reduzindo de 6,8 mil para 3,2 mil casos. Além disso, as mortes relacionadas também diminuíram em 63%, passando de 72 para 27 óbitos.
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