O presidente Lula da Silva (PT) visitou Sergipe no dia 29 de maio de 2026 para anunciar investimentos que totalizam R$ 72,5 bilhões nas áreas de óleo, gás e fertilizantes. Essa visita gerou uma série de declarações de diferentes grupos políticos que se autodenominaram responsáveis pelo que chamam de um novo ciclo de desenvolvimento econômico para o estado. Ex-adversários agora unidos, petistas e governistas estão afirmando que a decisão da Petrobras de realizar esses investimentos é resultado de suas ações e influência.
No entanto, essa narrativa é contestada por muitos observadores. A Petrobras decidiu investir na Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) e no Projeto Sergipe Águas Profundas (SEAP) devido à crise de fertilizantes e não por pressões políticas. Vale lembrar que o plano de investimentos da Petrobras já estava delineado no seu Plano de Negócios 2026-2030, que foi divulgado no final de 2025. Portanto, as afirmações dos líderes políticos podem estar distantes da realidade, uma vez que a extração de gás do SEAP não está prevista para começar antes de 2032.
“Estes políticos estão apenas aproveitando a situação para angariar votos, tentando enganar a população com promessas que estão longe de se concretizar”, afirmou um analista político local.
Além dessa polêmica, a visita de Lula também traz à tona questões relativas a promessas de campanha. O governador Fábio Mitidieri (PSD) e o presidente assinarão a ordem de serviço para a construção da Adutora do Leite, uma obra orçada em R$ 618,2 milhões, que visa atender a região semiárida do estado. Curiosamente, essa assinatura já havia ocorrido anteriormente, levantando dúvidas sobre a efetividade das ações e a necessidade de reafirmar compromissos já estabelecidos.
Na esfera das obras rodoviárias, a situação da duplicação da BR-101 é outra preocupação. Embora tenha sido anunciada com entusiasmo no início do governo Lula, a conclusão da obra, que já se arrasta por quase três décadas, parece estar longe de ser alcançada. A expectativa de que essa obra seja finalizada ainda neste governo é vista com ceticismo por muitos sergipanos.
Enquanto isso, a agenda política se intensifica com a aproximação das eleições, e as conversas entre os políticos estão cada vez mais frequentes. Contudo, muitos consideram essas interações como tentativas de sondagem sem um compromisso real. O clima de incerteza paira sobre o futuro político do estado, enquanto os cidadãos aguardam ações concretas e resultados tangíveis, ao invés de promessas vazias.


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