O professor Alex Nascimento apresenta um documentário que promete deixar sua marca na história do audiovisual em Sergipe. Com o título “Folha da Praia: um pasquim sob o céu de Aracaju”, a obra não apenas narra a trajetória do icônico jornal, mas também revive uma época significativa do cenário cultural e político local.
O documentário foca na Folha da Praia, um periódico que ganhou destaque no início dos anos 80 sob a liderança de Amaral Cavalcante, um poeta que se destacou na comunicação sergipana. Nascimento, que possui vasta experiência como educador e jornalista, busca resgatar a essência de um tempo em que a imprensa local se caracterizava pela ousadia e pela crítica contundente.
Na visão de Nascimento, a Folha da Praia representava uma Aracaju em transformação, uma cidade pequena onde as pessoas se conheciam e viviam uma intensa vida boêmia. Os bares, como o do China e o emblemático Manequito, eram palco de encontros e discussões, enquanto a Praia dos Artistas servia como um espaço cultural, reunindo músicos, poetas e jornalistas.
“A Folha reinou soberana, estendendo as reuniões da Redação para a mesa do bar, com Amaral regendo a orquestra nem sempre afinada de jornalistas”, destaca Nascimento.
O documentário não é apenas uma homenagem à Folha da Praia, mas também um tributo à cidade de Aracaju e ao seu povo. Nascimento busca mostrar como a Folha não apenas informava, mas também divertia e provocava reflexões, estabelecendo um novo padrão de jornalismo em Sergipe. A narrativa é enriquecida por relatos de pessoas que vivenciaram aqueles momentos, como Fernando Sávio e Ilma Fontes, que relembram a efervescência da época.
Além de recontar a história de um jornal, o trabalho de Nascimento traz à tona a história de uma geração que fez do jornalismo uma forma de arte e resistência. O documentário se torna, assim, um importante registro cultural e histórico, oferecendo ao público uma oportunidade de refletir sobre o papel da imprensa e da arte na sociedade.
O legado da Folha da Praia ainda ecoa na imprensa sergipana, inspirando novas gerações de jornalistas e comunicadores. O documentário se apresenta como um bálsamo de saudade, celebrando a rica história da comunicação em Sergipe e convidando o público a revisitar essas memórias.
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