Mulheres em situação de risco podem pedir socorro com um X vermelho na mão. O TRE-SE lançou a campanha nacional e reforça a rede de apoio no estado.
O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), por meio da Comissão de Participação Feminina (COFEM), lançou a mobilização institucional da campanha Sinal Vermelho, uma iniciativa nacional que visa combater a violência doméstica contra a mulher. A abertura da campanha ocorreu durante a V Semana de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação, onde magistradas, especialistas e representantes de diversas instituições públicas discutiram temas fundamentais relacionados à violência, ao assédio e à discriminação no ambiente institucional.
A campanha Sinal Vermelho foi criada em 2020 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) em resposta ao aumento alarmante dos casos de violência doméstica e familiar. A proposta oferece um mecanismo simples e discreto para as mulheres que se encontram em situação de risco: um “X” vermelho desenhado na palma da mão ou em um papel. Quando esse sinal é identificado, profissionais treinados têm a capacidade de acionar as autoridades competentes para oferecer assistência à vítima.
Além de promover informações sobre os diferentes tipos de violência, que incluem a física, psicológica, moral, sexual e patrimonial, a campanha Sinal Vermelho busca incentivar a denúncia e fortalecer a rede de apoio às mulheres que se encontram em situações de vulnerabilidade. Atualmente, milhares de farmácias, órgãos públicos, instituições do Judiciário e outros estabelecimentos em todo o Brasil participam dessa importante iniciativa.
“A adesão à campanha representa um passo importante no compromisso institucional com a promoção dos direitos das mulheres e na construção de ambientes mais seguros e inclusivos”, afirmaram representantes da Comissão de Participação Feminina do TRE-SE.
As mulheres que enfrentam situações de violência têm à disposição a Central de Atendimento à Mulher, que pode ser contatada pelo telefone 180, além da possibilidade de acionar a Polícia Militar pelo 190 em situações de emergência. A denúncia é um passo crucial para interromper ciclos de violência e garantir a proteção das vítimas.
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