A antiga sede do Museu de Arte Sacra em Laranjeiras foi invadida mais uma vez. O vereador Whorton Leon (PT) quer acionar o MPF após a prefeitura ignorar os alertas.
Um novo episódio de invasão à antiga sede do Museu de Arte Sacra, localizado em Laranjeiras, trouxe à tona um debate relevante durante a sessão da Câmara Municipal. O vereador Whorton Leon, do Partido dos Trabalhadores (PT), denunciou que o imóvel foi arrombado novamente e expressou sua intenção de recorrer ao Ministério Público Federal (MPF). Ele alega que não têm havido ações efetivas por parte da administração municipal para preservar esse importante patrimônio histórico.
Segundo o vereador, o caso foi oficialmente comunicado à administração da cidade, mas nenhuma medida teria sido implementada para proteger o prédio. Ele ainda relatou que um morador precisou intervir para fechar o imóvel após o recente arrombamento. Durante seu pronunciamento, Whorton enfatizou a relevância histórica do edifício e lembrou que o museu operava por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Laranjeiras, que é a proprietária do imóvel, e o Governo do Estado, que era responsável pela manutenção e operação do espaço.
O vereador apontou que, devido a problemas estruturais, o acervo do museu foi transferido para outro local e a antiga sede passou a enfrentar um processo de abandono. Ele destacou que o prédio já foi alvo de várias invasões ao longo dos últimos anos, resultando no furto de itens como portas e lustres. Além disso, Whorton informou que notificou a Guarda Municipal, representantes da gestão e outros parlamentares sobre o caso mais recente, mas afirmou que não observou providências concretas sendo tomadas.
“É imprescindível que medidas sejam adotadas para evitar que a estrutura continue se deteriorando”, afirmou Whorton Leon.
O vereador também mencionou que irá reforçar uma denúncia que já havia sido protocolada anteriormente no MPF, visando chamar a atenção para a situação de imóveis históricos do município. Em resposta às críticas, a Prefeitura de Laranjeiras divulgou uma nota informando que garantiu R$ 481 mil por meio de um convênio federal para a restauração e preservação do imóvel. A gestão municipal ressaltou que os recursos já foram liberados, mas a execução das obras depende da aprovação do projeto pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
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