O tradicional Festival da Mandioca está suspenso em Lagarto. Órgãos de controle bararam contratações acima de R$ 400 mil e exigiram uma reavaliação dos gastos públicos com a festa.
Em Lagarto, a realização de festas juninas está passando por uma reavaliação, especialmente no que diz respeito às contratações de atrações com valores acima de R$ 400 mil. Essa decisão é resultado da atuação de órgãos de controle estaduais, que têm a responsabilidade de zelar pelo bom uso dos recursos públicos.
Os gestores municipais precisam considerar a saúde financeira de suas administrações ao planejar eventos festivos. O Tribunal de Contas do Estado de Sergipe e o Ministério Público de Contas intervieram, levando à suspensão do Festival da Mandioca. Segundo os órgãos, a continuidade da festa poderia resultar em gastos excessivos, prejudicando a prestação de serviços essenciais à população.
“Os órgãos de controle não fazem economia de palito, não se espantam com o dispêndio de poucos trocados”, afirmam os responsáveis pela fiscalização.
A suspensão das contratações é temporária e se limita apenas às atrações que ultrapassam o valor estabelecido. O município precisará apresentar documentação que comprove a disponibilidade financeira, compatibilidade orçamentária e regularidade fiscal para que as festividades possam prosseguir sem comprometer as despesas essenciais.
Esse episódio destaca a importância de uma gestão responsável e da atuação integrada das instituições para promover uma governança eficaz. O uso consciente dos recursos públicos é fundamental, especialmente em áreas sensíveis, como a realização de eventos festivos. A ideia é estabelecer limites razoáveis, garantindo que as celebrações não se tornem um fardo para a administração pública.
Com a proximidade do período junino, a expectativa é que os municípios ajustem seus planos e busquem alternativas viáveis para realizar as festas, sem comprometer a saúde financeira das prefeituras. O diálogo entre as instituições e a transparência nas contratações são essenciais para evitar equívocos e promover a responsabilidade fiscal.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








