A prefeita de Aracaju jogou a toalha na licitação do transporte coletivo e nega embarcar no modelo aprovado pelo CTM. Ela quer que o Estado abra o bolso antes de qualquer avanço.
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, afirmou na última terça-feira (16) que a capital não emitirá ordens de serviço para as empresas vencedoras da licitação do transporte coletivo de 2024. Essa posição contraria a decisão da maioria dos integrantes do Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM). Emília destacou que o modelo atual é precário e que o processo licitatório já foi anulado pela Justiça.
Além disso, a gestora criticou a participação do Governo de Sergipe no debate sobre o transporte e cobrou uma maior contribuição financeira do Estado e dos demais municípios para o custeio do sistema. Segundo Emília, Aracaju desembolsa mais de R$ 70 milhões anualmente em subsídios ao transporte, enquanto o Estado contribui com cerca de R$ 15 milhões por ano.
Em resposta às declarações da prefeita, o governador Fábio Mitidieri ressaltou que respeitou a decisão da maioria dos prefeitos que compõem o consórcio e negou qualquer omissão por parte do Governo do Estado. Ele também destacou a isenção de ICMS sobre combustíveis, que foi concedida às empresas do setor como uma forma de apoio ao sistema de transporte.
A prefeita Emília voltou a defender a realização de uma nova licitação para o transporte metropolitano, que deve contar com a participação de órgãos de controle e da sociedade civil. Ela também mencionou a necessidade de implantar uma frota com 150 ônibus climatizados para melhorar a qualidade do serviço prestado à população.
O vice-prefeito de Aracaju, Ricardo Marques, reiterou a defesa da saída da capital do Consórcio Metropolitano de Transporte Público. Segundo ele, Aracaju sustenta o sistema de transporte e poderia iniciar um novo processo licitatório sem causar prejuízos aos municípios da região metropolitana.
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