A pequena Sofia Vitória deixou a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes depois de cinco meses internada na UTI Neonatal. Ela nasceu com hidrocefalia, mielomeningocele e chiari tipo 2, passou por diversas cirurgias e saiu de 3.350g para 5.940g.
Uma história de superação, resiliência e muita gratidão. É assim que a mãe Taís Menezes, moradora do bairro Eduardo Gomes, em São Cristóvão, define os cinco meses em que viveu dentro da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) ao lado da filha, a pequena Sofia Vitória. A bebê nasceu com um quadro grave de malformações genéticas — hidrocefalia, mielomeningocele e chiari tipo 2 — e precisou de assistência intensiva na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) desde o primeiro dia de vida. Mas a espera terminou: Sofia recebeu alta hospitalar e foi pra casa.
“Ela nasceu com hidrocefalia e mielomeningocele, depois descobriram que ela tinha uma síndrome rara, que afeta o sistema neurológico, a coluna, além de problemas respiratórios. Ela passou por diversas cirurgias, eu fiquei muito abalada, mas tive todo o apoio dos profissionais da maternidade. Hoje, saio daqui muito feliz, grata e emocionada”, contou Taís, visivelmente emocionada no momento da alta. A bebê, que nasceu pesando 3.350 gramas, chegou a 5.940g após o tratamento intensivo na unidade de alta complexidade.
De acordo com a gerente da Utin, a enfermeira neonatologista Juliana Fonseca, Sofia foi acompanhada por uma equipe multidisciplinar completa, com neurologista pediátrico, otorrinolaringologista, neonatologistas e outros especialistas. A bebê deixou a maternidade fazendo uso de oxigênio, gastrostomia (GTT) e traqueostomia, e será acompanhada para o processo de desmame pelos profissionais do projeto Melhor em Casa, iniciativa do SUS que leva atendimento médico e multiprofissional diretamente à residência do paciente. “É muito importante essa parceria com a Atenção Primária por meio do projeto Melhor em Casa, onde conseguimos proporcionar essa felicidade para a família levar essa bebê para casa, onde ela será acompanhada pelos profissionais do nosso Ambulatório de Seguimento, o antigo Follow-up”, destacou Juliana.
Quem também não conteve a emoção foi a avó da criança, Jane Cristina. “Agradeço a todos os profissionais da maternidade que sempre nos receberam muito bem, acolheram a minha filha nos momentos em que ela estava mais desanimada com a saúde da minha netinha, comigo também. Todos os profissionais aqui são muito bons. Nossa família está muito contente”, disse ela. Para Taís, apesar de toda a luta pela frente, a certeza é uma só: em casa, rodeada pelo carinho da família, Sofia vai se recuperar ainda mais rápido.



Fonte: Governo de Sergipe – Saúde
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