Sergipe se prepara para enfrentar os efeitos do El Niño com uma sala de situação especial. Primeira reunião acontece já na segunda (22) em Aracaju.
Com a previsão de seca e altas temperaturas nos próximos meses, o Governo de Sergipe tomou a iniciativa de criar uma sala de situação para monitorar os impactos do fenômeno El Niño no estado. A primeira reunião deste grupo ocorrerá na segunda-feira (22), às 14h, na sede da Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação (Seplan), localizada em Aracaju. O encontro reunirá órgãos estratégicos que colaborarão para alinhar ações de prevenção.
A nova sala de situação contará com a participação de diversas secretarias, incluindo a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano e Infraestrutura (Sedurbi), a Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri), a Secretaria do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), e a Secretaria da Assistência Social, Inclusão e Cidadania (Seasic). Além disso, órgãos como a Defesa Civil, a Adema e o Corpo de Bombeiros também farão parte dessa articulação intersetorial, que tem como objetivo acompanhar os cenários climáticos e se preparar para eventuais eventos extremos, como estiagens e prejuízos à produção agrícola.
Segundo Julio Filgueira, secretário da Seplan, a criação dessa sala reflete o compromisso do Governo do Estado em antecipar riscos e promover respostas coordenadas.
“A criação desta sala de situação, sob a diretriz do Governo do Estado, reflete exatamente esse compromisso. Na Seplan, nosso papel fundamental é garantir que o monitoramento se transforme em ações concretas e transversais. Estamos unindo a expertise climática, a infraestrutura, a agricultura e a assistência social para mitigar os impactos severos previstos para o Nordeste, como a estiagem e as altas temperaturas. Nosso esforço concentrado é antecipar cenários para proteger o cidadão sergipano, blindar nossa produção agrícola e assegurar a resiliência do nosso estado diante dos desafios climáticos que se aproximam”, destacou.
Especialistas alertam que o El Niño deve se intensificar ao longo do ano, resultando em redução das chuvas, calor extremo e riscos ao abastecimento hídrico e energético na região Nordeste. As previsões indicam que a situação pode se agravar a partir dos meses de agosto e setembro, com a possibilidade de secas severas, incêndios florestais e ondas de calor.
Desde o mês de maio, o estado já está realizando um monitoramento por meio da Semac e adotando medidas preventivas para minimizar os impactos sobre os recursos hídricos e a produção agrícola, especialmente em cenários de maior intensidade do fenômeno.
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