O Lacen registrou 57 resultados positivos em 96 exames humanos desde 2023. Entre animais, foram 250 casos confirmados desde 2022, com Aracaju liderando os registros.
Os números preocupam: desde 2023, o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen) realizou 96 exames laboratoriais em humanos para esporotricose, e 57 deles deram positivo. Só entre 2024 e 2026, já foram confirmados 53 casos. Os dados são da unidade gerida pela Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH) e revelam uma taxa de positividade elevada, acendendo o alerta para a vigilância epidemiológica no estado.
A esporotricose é uma doença infectocontagiosa causada por um fungo que vive no solo, em palhas, vegetais e madeiras. A transmissão acontece pelo contato com materiais contaminados, como farpas e espinhos, mas também por arranhões, mordidas ou contato direto com a pele lesionada de animais infectados — especialmente gatos. Em humanos, a doença aparece como lesões na pele: começa com um pequeno caroço vermelho que pode virar ferida, geralmente nos braços, pernas ou rosto, em formato de fileira de nódulos. Nos casos mais graves, pode atingir ossos, pulmões e articulações.
O cenário entre os animais também exige atenção. Desde 2022, o Lacen realizou 446 exames em animais suspeitos da doença, com 250 resultados positivos. Aracaju concentra a maior parte dos registros, com 148 casos confirmados. Barra dos Coqueiros aparece em seguida, com 36, e Nossa Senhora do Socorro registrou 35 diagnósticos positivos.
O superintendente do Lacen, Cliomar Alves, reforça que o diagnóstico precoce é essencial para conter a doença. “Todas as unidades de saúde podem fazer a coleta do material de amostra e enviar para o Lacen. Quanto mais diagnósticos, maior nossa vigilância, tanto epidemiológica, quanto laboratorial. É importante que o diagnóstico seja feito com antecedência, para que sejam tomadas medidas de saúde pública e realizado o tratamento correto para as pessoas afetadas”, explicou.
O Lacen está apto a receber amostras dos 75 municípios sergipanos com suspeita clínica da doença. Para fortalecer essa rede, a unidade promove capacitações contínuas para profissionais dos municípios, com orientações sobre coleta, acondicionamento e envio correto das amostras — garantindo que a vigilância laboratorial chegue a todos os cantos do estado.



Fonte: Governo de Sergipe – Saúde
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