A Polícia Militar de Sergipe prendeu, na manhã do sábado, 27, um homem suspeito de agredir e manter em cárcere privado a ex-companheira no Loteamento Dalmo, Bairro Matadouro Novo, em Nossa Senhora das Dores. A ação foi conduzida por equipes do 10º Batalhão de Polícia Militar (10º BPM) após acionamento do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp), que recebeu denúncia de vizinhos sobre a existência de uma mulher ferida e impedida de sair de casa.
De acordo com os militares, ao chegar ao endereço indicado, a guarnição encontrou o portão arrancado e a porta da frente arrombada. Dentro da residência, diversos objetos estavam espalhados pelo chão, indicando luta corporal. A vítima, visivelmente abalada, relatou aos policiais ter passado a noite inteira sob ameaça.
“Fui agredida e mantida em cárcere privado durante horas. Ele não queria que eu saísse nem para trabalhar”, declarou a mulher.
Ela explicou que a relação havia terminado há cerca de oito dias, justamente por causa de episódios de agressividade do suspeito. Segundo o relato, o homem já havia tomado posse do telefone celular dela, restringido circulação, proferido ameaças de morte e danificado intencionalmente a motocicleta usada por ela para ir ao emprego. Na madrugada do dia 27, ainda conforme a vítima, ele teria escalado o muro, derrubado o portão e arrebentado a porta para invadir o imóvel.
Os policiais constataram os danos estruturais e solicitaram apoio de outra viatura para a condução do suspeito à Delegacia Regional de Nossa Senhora da Glória, onde foram adotadas as medidas cabíveis. O caso foi registrado como violação da Lei Maria da Penha, que prevê proteção especial a mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
O 10º BPM reforçou que denúncias de agressão podem ser feitas pelo número 190 ou pelo aplicativo PM Cidadão, que funciona de forma anônima e gratuita. A corporação informou ainda que mantém rondas periódicas e visitas a residências com medidas protetivas de urgência, estratégia que tem colaborado para prisões em flagrante de agressores em Sergipe.
Moradores da região, ouvidos pela reportagem, afirmaram que ligaram para o Ciosp ao ouvirem gritos vindos da residência durante a noite. Eles elogiaram a rapidez da resposta policial e esperam que o caso ajude a incentivar outras vítimas a procurarem ajuda.
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