No Dia da Vacina BCG, a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes reforça a imunização de recém-nascidos acima de dois quilos antes da alta hospitalar, garantindo proteção desde os primeiros dias de vida.
Nesta quarta-feira (1º), celebra-se o Dia da Vacina BCG (Bacilo de Calmette e Guérin), e a data serve de gancho para a Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), unidade de alta complexidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), reforçar a importância da imunização contra a tuberculose logo nos primeiros dias de vida. Na unidade, todo bebê com indicação clínica recebe a vacina antes de receber alta, saindo de lá já protegido contra as formas mais graves da doença.
A pediatra e diretora técnica da MNSL, Roseane Porto, explica que o principal critério para aplicação é o peso: o recém-nascido precisa ter atingido dois quilos. “A vacina BCG é fundamental para proteger os bebês contra as formas mais graves da tuberculose, que podem causar sérias complicações. Por isso, sempre que houver indicação, ela deve ser aplicada ainda na maternidade, antes da alta hospitalar”, destaca a médica. Já os prematuros extremos, que ainda não atingiram esse peso, recebem a vacina posteriormente, quando alcançam o critério recomendado.
A BCG é aplicada em dose única e, além de proteger contra a tuberculose pulmonar grave, também age contra manifestações da doença que podem comprometer ossos, rins e as membranas que envolvem o cérebro. A tuberculose é transmitida pela saliva e materiais contaminados, sendo causada pelo Mycobacterium tuberculosis, o chamado bacilo de Koch. Um detalhe importante: a ausência da cicatriz característica no braço após a vacinação não significa falta de proteção. “Crianças vacinadas na idade recomendada que não apresentem a cicatriz não precisam ser revacinadas”, esclarece Roseane Porto.
Quem já vive essa realidade na prática é a dona de casa Eliane Alves, 32 anos, mãe da pequena Mariah Eloísa. “É um alívio saber que os nossos filhos já saem da maternidade vacinados e protegidos contra as doenças, não precisamos ir de imediato ao posto de saúde porque as primeiras vacinas, os bebês já recebem aqui mesmo”, contou, aliviada.
A estrutura de vacinação da MNSL conta com o apoio do Projeto Corujinha, da Secretaria Municipal de Saúde de Aracaju. Por meio dessa parceria, técnicos do projeto imunizam os recém-nascidos na própria unidade com três imunizantes: a BCG, a primeira dose da hepatite B e o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que amplia a proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal responsável por internações por bronquiolite. O nirsevimabe é administrado especificamente nos bebês nascidos antes de 37 semanas de gestação.




Fonte: Governo de Sergipe – Saúde
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