Desde janeiro, parceria técnica entre Prefeitura e Central de Cooperativas garante coleta diária em todos os bairros; nos primeiros seis meses de 2026 foram recolhidas mais de 3 mil toneladas. A cidade tirou nota 6,62 em limpeza no 2º trimestre e os catadores ganham mais valorização.
A coleta seletiva de Aracaju avança com força neste ano. Desde janeiro, a Prefeitura mantém cooperação técnica com a Central de Cooperativas, o que garante recolhimento diário de materiais recicláveis em todos os bairros. Nos seis primeiros meses de 2026, já foram retiradas das ruas mais de 3 mil toneladas de resíduos, volume que representa média mensal superior a 532 toneladas.
O esforço aparece na percepção da população. Levantamento do Instituto Veritá referente ao segundo trimestre de 2026 atribuiu nota 6,62 à capital em limpeza urbana e zeladoria. O estudo destaca a coleta de lixo, a conservação de praças e jardins, o paisagismo e a varrição de vias públicas como pontos positivos.
Firmado em janeiro, o contrato com a Central de Cooperativas inaugurou um modelo de remuneração baseado em quilômetros percorridos e toneladas recolhidas, além de destinar aos próprios catadores a responsabilidade por ações de educação ambiental. Três caminhões adicionais foram entregues às cooperativas, ampliando a cobertura da coleta seletiva.
“Por mais que o aterro tenha engenharia para minimizar impactos, qualquer redução de volume depositado evita a degradação do solo”, afirmou o gerente de Engenharia e Controle da Emsurb, Carlisson Sampaio.
O acordo também trouxe ganhos sociais. Com Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) fornecidos e jornada estruturada, os trabalhadores trocam a informalidade por ambiente mais seguro e renda fixa, o que reflete em melhor qualidade de vida para suas famílias.
Hoje, quatro cooperativas conduzem a coleta: Coores, Care, União e Reciplac. O serviço ocorre de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 15h, em oito caminhões. Moradores podem solicitar inclusão de endereços pelo telefone da Ouvidoria da Emsurb: (79) 3021-9908.
A triagem do material reciclável acontece no Centro de Triagem de Resíduos Sólidos (CTR) Marilene Alves, bairro Olaria. O espaço recebeu investimento de R$ 1.192.567,50, aplicado em esteiras, empilhadeiras, fragmentadoras de papel, trituradores de vidro, carrinhos plataforma e balanças. Após separação, o material segue para indústrias, gerando renda para as cooperativas.
“No antigo galpão não havia sequer banheiros; aqui temos estrutura segura para trabalhar”, relatou a coordenadora ambiental Melissa Christian.
“Os novos caminhões melhoraram muito o nosso dia a dia e também ajudam a população”, disse a catadora Sabrina de Almeida, de 29 anos.
“Com a remuneração por quilometragem, meu salário ficou mais estável e consegui equilibrar as contas”, contou Patrícia Alves, há três anos na atividade.
“Agora trabalhamos sob cobertura, em local ventilado. Foi um avanço enorme”, celebrou Silvânia da Conceição, 54 anos.
A Prefeitura reforça que o ciclo da reciclagem começa em casa, quando cada morador separa papel, plástico, metal e vidro do lixo orgânico. Quanto maior a colaboração da população, menor o volume que segue para o aterro sanitário e maior a renda gerada aos catadores.
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