Fábio Meireles recebeu trabalhadores do setor que pediram apoio diante da incerteza sobre o futuro do serviço e dos empregos. A polêmica começou após a prefeita Emília Corrêa anunciar a retirada da VRS, segundo reunião com Nelson Felipe (SMTT).
A discussão sobre a atuação da empresa Boa Vista no sistema de transporte coletivo de Aracaju voltou a movimentar a Câmara Municipal. Em sessão recente, o vereador Fábio Meireles (PDT) disse ter recebido trabalhadores do setor que solicitaram apoio diante do que classificam como incerteza sobre o futuro do serviço e dos empregos.
De acordo com o parlamentar, o problema começou após a prefeita Emília Corrêa anunciar a retirada da VRS do sistema, decisão que foi comunicada depois de reunião com o superintendente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), Nelson Felipe. O vereador relatou que, apesar de confiar na seriedade da prefeita, discorda de algumas medidas tomadas pela autarquia de trânsito e teme prejuízos a rodoviários e usuários.
Fábio Meireles informou ter consultado novamente a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) da Boa Vista. Segundo ele, a empresa não apresenta o enquadramento específico exigido para a operação do transporte público municipal. A partir dessa constatação, o parlamentar passou a questionar a legalidade da permanência da companhia no sistema.
“Os trabalhadores estão de um lado desesperados, e a população também está sofrendo”, afirmou o vereador, defendendo que a Câmara se posicione oficialmente.
Para o parlamentar, a ausência de requisitos técnicos ou jurídicos adequados poderia justificar a substituição da Boa Vista por uma operadora habilitada. Ele solicitou que a Mesa Diretora avalie a possibilidade de encaminhar pedido de esclarecimentos à SMTT e à Procuradoria-Geral do Município.
O debate ocorre em meio a reclamações de atrasos, lotação dos veículos e indefinição sobre contratos de concessão. Trabalhadores relataram ter enfrentado redução de jornada, falta de manutenção na frota e dúvidas quanto ao pagamento de benefícios, fatores que, segundo eles, agravam a insatisfação dos passageiros.
Representantes de usuários presentes nas galerias disseram temer novos cortes de linhas e aumento da tarifa. Eles sugeriram a criação de uma comissão especial na Câmara para acompanhar, de forma permanente, as mudanças no transporte da capital e garantir transparência nas decisões.
Ainda não há prazo para que o plenário delibere sobre as propostas de fiscalização apontadas durante a sessão. Enquanto isso, a incerteza permanece tanto para quem depende do emprego ligado ao transporte coletivo quanto para os passageiros que utilizam os ônibus diariamente em Aracaju.
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