Cerca de 45 idosas participaram, nesta sexta-feira, 28, de uma palestra sobre violência contra a mulher no Cras Risoleta Neves, no bairro Cidade Nova. A ação integra a campanha Agosto Lilás em Aracaju.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), realizou nesta sexta-feira, 28, uma ação de conscientização do Agosto Lilás no Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Risoleta Neves, no bairro Cidade Nova.
A palestra foi promovida em parceria com a Secretaria Municipal do Respeito às Mulheres (SerMulher) e reuniu cerca de 45 idosas assistidas pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). A campanha nacional chama atenção para a prevenção e o combate à violência contra a mulher.
As técnicas da SerMulher Cleisla Rayane e Vanessa Correia conduziram a atividade. Durante o encontro, elas abordaram as diferentes formas de violência previstas na Lei Maria da Penha, a Lei nº 11.340/2006, e orientaram as participantes sobre como identificar situações de risco e onde buscar atendimento, acolhimento e proteção.
Segundo Vanessa Correia, o aumento dos relatos de violência doméstica envolvendo mulheres idosas também pode estar ligado às subnotificações registradas ao longo dos anos, causadas pela falta de acesso a informações sobre direitos e mecanismos de proteção. “É gratificante trazer essas informações para a comunidade de idosas no Cras, porque temos visto um número crescente de mulheres idosas também sofrendo violência. O Agosto Lilás é um ciclo representativo para que essas mulheres reconheçam quando estão em um ciclo de violência e saibam onde procurar ajuda, acolhimento e orientação”, explicou.
A assistida Brasinalda Leide Ramos, de 73 anos, contou que vivenciou situações de violência doméstica durante o casamento e ressaltou a importância de campanhas de conscientização. “Também sofri violência quando era casada e gostaria de ter tido o conhecimento que tenho hoje. Essa campanha é muito importante porque ainda existem muitas mulheres que sofrem como eu sofria”, comentou.
Maria Carlos, também assistida pelo Cras Risoleta Neves, defendeu que as ações de conscientização alcancem não apenas mulheres vítimas de violência, mas também homens e outros integrantes da sociedade. “A palestra foi muito boa e seria importante a participação de todos os homens, assim como nós, mulheres, viemos assistir. Eles precisam saber o que as mulheres sentem quando são tratadas com agressividade”, destacou.
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