A Prefeitura de Aracaju capacitou 243 profissionais da rede municipal de saúde para qualificar o acolhimento à população LGBTQIAPN+. A formação começou pelas equipes de recepção das unidades.
A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), vem ampliando as ações de qualificação dos profissionais da rede municipal para fortalecer o acolhimento e o atendimento à população LGBTQIAPN+. A capacitação “Caminhos do Cuidado para a População LGBTQIAPN+” começou pelas equipes de recepção das unidades de saúde, consideradas a porta de entrada dos usuários.
Até o momento, a formação já alcançou 243 profissionais da Atenção Primária e da Atenção Especializada. Entre os temas trabalhados estão diversidade sexual e de gênero, uso do nome social e humanização do atendimento. A proposta é preparar os trabalhadores para acolher os usuários de forma respeitosa e qualificada, reduzindo situações de constrangimento e fortalecendo o vínculo com os serviços de saúde.
Para a assessora técnica da Saúde da População LGBTQIAPN+, Marília Cavalcanti, a escolha dos profissionais da recepção como primeiro público da capacitação está ligada à importância do primeiro contato com o usuário. “A gente acredita que a recepção é o primeiro passo. Quando o usuário chega, ele precisa ser bem acolhido para que dê o segundo passo e procure o atendimento médico ou de enfermagem. Fizemos um letramento para que as recepções entendam o que é lésbica, gay, uma pessoa trans e respeitem o nome social, inclusive para que ele apareça na tela de chamada para consulta”, explicou.
Segundo Marília, a qualificação também buscou dar mais segurança aos trabalhadores diante de situações que podem surgir durante o atendimento. A formação abordou conceitos sobre orientação sexual e identidade de gênero, além de discutir formas adequadas de comunicação com os usuários.
“O tema foi a humanização da população LGBTQIAPN+ e também trabalhamos o letramento, entendendo o que cada letra significa e como devemos abordar o paciente. Muitas vezes, o profissional fica com vergonha de perguntar como a pessoa quer ser tratada. Então, desmistificamos isso e eles estão mais seguros para atender toda a população”, destacou.
Para quem atua diretamente na recepção das unidades, a formação também representa uma oportunidade de aprimorar conhecimentos e trocar experiências.
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