A Prefeitura de Aracaju encerrou as ações do Agosto Lilás com uma atividade educativa na CB Construções. A palestra reuniu mais de 100 homens e seis mulheres para discutir prevenção à violência contra a mulher.
O combate à violência contra a mulher precisa ir além das campanhas e chegar aos espaços onde as pessoas vivem, trabalham e constroem relações. Com esse propósito, a Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Segurança e Cidadania (SSM) e da Coordenadoria de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Coevim), encerrou as ações do Agosto Lilás com uma atividade educativa e preventiva na empresa CB Construções.
A iniciativa reuniu mais de 100 homens e seis mulheres em uma palestra conduzida pela coordenadora da Coevim, Karine Assis. O encontro abordou as diferentes formas de violência contra a mulher, sinais muitas vezes naturalizados no cotidiano e o papel dos homens na prevenção e no enfrentamento do problema.
A Coevim desenvolve ações de conscientização, educação e orientação para contribuir com ambientes mais seguros, respeitosos e livres de violência. A atuação busca ampliar o conhecimento sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, estimular mudanças de comportamento e fortalecer uma cultura de respeito e proteção.
Durante a palestra, a coordenadoria destacou que a violência não se resume à agressão física. A Lei Maria da Penha reconhece cinco formas de violência doméstica e familiar contra a mulher: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
“Isso significa que a violência também pode estar presente em atitudes como controlar a roupa, as amizades ou o celular da companheira; impedir que ela trabalhe ou tenha independência financeira; humilhar, ameaçar ou constranger; fazer chantagens; divulgar informações ou imagens íntimas; praticar ofensas ou desqualificações constantes. São comportamentos que podem parecer pequenos ou até ser confundidos com demonstrações de cuidado, ciúme ou preocupação, mas que podem fazer parte de um ciclo de violência. Ciúme não é prova de amor. É prova de insegurança”, explicou Karine Assis.
Outro ponto abordado pela Coevim foi a violência contra a mulher no ambiente profissional.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








