Detenção ocorreu sexta (28) no povoado Matinha, em Umbaúba, após a morte de uma criança de 6 anos. A PM foi acionada pela manhã e encontrou moradores aglomerados em frente à casa.
Uma mulher de 34 anos foi presa em flagrante na sexta-feira, 28, suspeita de envolvimento na morte de uma criança de seis anos no povoado Matinha, zona rural de Umbaúba, município do Sul sergipano. A informação foi divulgada pela Polícia Militar dois dias depois, no domingo, 30.
De acordo com a corporação, a guarnição responsável pelo patrulhamento da área foi acionada por volta da manhã para atender a uma ocorrência inicialmente descrita como tentativa de homicídio envolvendo menor. Ao chegar ao endereço indicado, os policiais encontraram um grupo de moradores aglomerado em frente ao imóvel onde a criança morava. Dentro da casa, a suspeita estava visivelmente abalada.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado e, após avaliação, constatou o óbito da vítima ainda no local. Em seguida, equipes do Instituto Médico-Legal (IML) e da perícia criminal realizaram os primeiros levantamentos técnicos, recolhendo indícios que devem ajudar a esclarecer a dinâmica e a motivação do crime.
Concluído o atendimento inicial, a suspeita recebeu assistência médica e foi encaminhada à Delegacia de Umbaúba, onde teve a prisão em flagrante formalizada. Na audiência de custódia, o Judiciário decidiu pela internação hospitalar cautelar da investigada em uma unidade da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A medida, segundo a decisão, busca assegurar acompanhamento especializado e, ao mesmo tempo, manter a custódia enquanto o inquérito avança.
A investigação sobre as circunstâncias da morte, incluído o laudo de necropsia que deve detalhar a causa exata do falecimento, segue sob responsabilidade da Polícia Civil por meio da Delegacia de Umbaúba. Os agentes trabalham na coleta de depoimentos de familiares, vizinhos e demais pessoas que estavam na área no momento do fato. A expectativa é de que as oitivas e os resultados periciais ofereçam elementos para confirmar ou afastar a participação da mulher e, se for o caso, apontar eventuais coautores.
Até o fechamento deste texto, a corporação não divulgou detalhes sobre a relação entre a suspeita e a vítima, nem a possível motivação para o crime. Também não foram informados prazos para conclusão do inquérito. Novas atualizações dependem do andamento das investigações.
O caso mobilizou a pequena comunidade do povoado Matinha, que se viu surpresa com a violência registrada. Autoridades locais reforçaram a importância de que informações sejam repassadas aos canais oficiais da Polícia Civil para contribuir com o esclarecimento dos fatos.
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