Milton Dantas, presidente da FSF, diz que dois carros e uma van do Confiança foram comprados com emenda do vereador Paquito e não podem passar para a SAF. Documentos seguem em nome da FSF e há restrições à negociação.
O presidente da Federação Sergipana de Futebol (FSF), Milton Dantas, contestou a possibilidade de que dois carros e uma van atualmente a serviço da Associação Desportiva Confiança passem a compor o patrimônio da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) criada pelo clube azulino. Segundo ele, os veículos foram comprados com recursos de emenda parlamentar destinada pelo vereador Paquito de Todos e, por isso, estão sujeitos a regras específicas que impedem a livre negociação ou transferência para outra pessoa jurídica.
Conforme explicou o dirigente, a documentação dos automóveis permanece em nome da FSF, entidade que operacionalizou a compra. O Confiança recebeu apenas o direito de uso, dentro de um prazo mínimo de permanência previsto para bens adquiridos com verbas públicas.
“Não pode entrar no patrimônio da SAF”, declarou.
Milton reforçou que a lei exige identificação visível nos veículos, sinalizando a origem do dinheiro público. Tal exigência, acrescentou, busca assegurar transparência e permitir eventual fiscalização dos órgãos de controle. Caso seja verificada utilização fora das finalidades previstas, os bens podem ser requisitados de volta ao poder público.
Ao comentar o tema, o dirigente frisou que recursos públicos não se misturam com capitais privados. Para ele, qualquer bem comprado com emenda parlamentar continua vinculado à associação esportiva, não à empresa que explora o futebol profissional.
“Dinheiro público não é dinheiro privado. O dinheiro público tem que ser bem utilizado, com transparência e responsabilidade”, afirmou.
Milton citou ainda o estádio Sabino Ribeiro como exemplo do modelo de cessão de ativos: o imóvel pertence à associação, que segue apta a receber verbas governamentais para manutenção e melhorias, mas a gestão do futebol foi repassada à SAF. De acordo com ele, modalidades amadoras, como voleibol e handebol, também permanecem sob responsabilidade da entidade sem fins lucrativos, já que ficaram fora do contrato que formalizou a nova estrutura societária do time profissional.
Os veículos em questão, entregues no ano passado, continuam sendo utilizados pelo clube em atividades operacionais. Para o presidente da FSF, manter esses bens na associação evita conflitos legais e protege tanto a integridade do patrimônio público quanto a imagem do Confiança perante torcedores e patrocinadores.
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