Quem cruza o estado todo dia sabe que o problema vai além do valor da passagem. A candidata PSB (4013) quer melhorar ligação entre cidades, garantir acessibilidade e transparência no uso dos recursos.
Quem mora em um município e precisa atravessar o estado diariamente para trabalhar, estudar ou buscar serviços de saúde sabe que as dificuldades nos deslocamentos vão muito além do preço da passagem. É dessa realidade que parte a proposta de mobilidade defendida pela candidata a deputada federal Tathiane Araújo (PSB), número 4013. O plano foca em três frentes: melhoria do transporte intermunicipal, garantia de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida e transparência total sobre o destino dos recursos públicos voltados ao setor.
A candidata lembra que a Política Nacional de Mobilidade Urbana – instituída pela Lei nº 12.587/2012 – já estabelece princípios como integração dos modais, qualidade no serviço e prioridade ao transporte coletivo. Mais recentemente, o Marco Legal do Transporte Público Coletivo (Lei nº 15.432/2026) reforçou diretrizes semelhantes, incluindo a exigência de relatórios claros sobre arrecadação e aplicação de verbas.
Segundo Tathiane, a atuação de um deputado ou deputada federal pode acelerar a concretização desses princípios. Além de propor leis complementares, o parlamentar participa da elaboração do Orçamento da União, apresenta emendas que direcionam recursos para estados e municípios e cobra explicações de órgãos executores. Ela ressalta que exigir a divulgação periódica de dados sobre passagens, multas de trânsito e subsídios é fundamental para que a população saiba como seu dinheiro está sendo usado.
“Quem precisa se deslocar todos os dias não pode ficar limitado pela divisão entre os municípios. É preciso olhar para os caminhos que as pessoas realmente fazem e discutir como melhorar o transporte entre as cidades”
Ao abordar acessibilidade, a candidata cita a Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), que garante estrutura adaptada em veículos, terminais e calçadas. Ela considera inaceitável que, em pleno 2026, passageiras e passageiros com cadeiras de rodas ou baixa mobilidade ainda encontrem degraus altos, rampas improvisadas ou equipamentos elevadores quebrados.
“Não adianta falar em mobilidade se parte da população ainda encontra obstáculos para chegar ao ponto, entrar no transporte ou completar seu percurso. A acessibilidade precisa fazer parte dessa discussão”
A proposta também prevê criar mecanismos de consulta pública para que usuárias e usuários relatem problemas e acompanhem soluções em tempo real. A ideia é usar plataformas digitais simples, que mostrem desde horários de ônibus até o andamento de licitações.
Com trajetória iniciada no movimento estudantil aos 16 anos, Tathiane foi a primeira pessoa trans a presidir o Grêmio Estudantil do Atheneu Sergipense. Desde então, integrou a União Sergipana dos Estudantes Secundaristas, ocupou cargos em conselhos nacionais e atuou como assessora parlamentar em Aracaju e em Brasília. Em 2018, assumiu a secretaria nacional do segmento LGBT Socialista do PSB. Agora, disputa uma vaga na Câmara Federal prometendo levar a pauta da mobilidade intermunicipal ao centro do debate.
Para a candidata, o objetivo final é simples: garantir que sergipanas e sergipanos possam se deslocar com segurança, conforto e sem surpresas na tarifa, enquanto acompanham de perto cada centavo investido em ônibus, terminais e fiscalização. Ela afirma que a transparência não é um complemento, mas condição essencial para qualquer política pública que pretenda melhorar a qualidade de vida da população.
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