Um homem investigado por planejar a invasão aos sistemas de uma instituição financeira com sede em Sergipe foi preso em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, durante a Operação Zero Rastro. A ação, realizada na quarta-feira (23), mobilizou equipes do Departamento de Crimes contra o Patrimônio (Depatri), da Divisão de Inteligência e Planejamento Policial (Dipol) e da Polícia Civil da Bahia, que cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça sergipana.
De acordo com a investigação, o suspeito entrou em contato com um funcionário do banco em abril, utilizando o WhatsApp. Nas mensagens, apresentava-se como especialista em tecnologia e cibersegurança e oferecia R$ 50 milhões para que o colaborador fornecesse informações internas e abrisse caminho para a intrusão. Ele descreveu etapas técnicas do ataque e questionou se o pagamento seria repassado em espécie ou por meio de criptomoedas.
Para dificultar o rastreamento, o investigado lançou mão do recurso de visualização única, que apaga automaticamente o conteúdo depois de aberto. Em vários trechos, prometia executar o crime sem deixar vestígios, expressão que deu nome à operação.
O empregado, contudo, comunicou o caso ao setor de segurança corporativa, que acionou a Polícia Civil. A partir das informações repassadas, as equipes passaram a monitorar o número de telefone usado nas conversas, levantaram o endereço do suspeito e solicitaram à Justiça as ordens judiciais que possibilitaram a prisão.
No imóvel em Lauro de Freitas foram apreendidos computadores, celulares e itens que podem ajudar a rastrear possíveis cúmplices e ataques anteriores citados nas mensagens. Os peritos buscam identificar se o investigado, que alegou ter experiência em fraudes digitais de grande porte, realmente participou de invasões anteriores a outras instituições.
“Esta operação demonstra a força e a eficiência do trabalho da Polícia Civil de Sergipe no ambiente cibernético. Atuamos de forma contínua, unindo orientações preventivas à população e uma repressão firme, técnica e qualificada contra os criminosos.”
Segundo a Polícia Civil, as investigações permanecem em curso para medir a extensão da tentativa de ataque, identificar eventuais vítimas adicionais e verificar se há participação de terceiros na organização do golpe. Enquanto isso, o preso segue à disposição da Justiça de Sergipe e pode responder por crimes de associação criminosa e tentativa de furto qualificado mediante fraude, além de delitos previstos na Lei de Crimes Cibernéticos.
Os delegados envolvidos ressaltaram que a colaboração do funcionário foi decisiva para evitar prejuízos milionários e reforçaram o pedido para que empresas intensifiquem programas de conscientização interna sobre engenharia social, fraudes e boas práticas de segurança da informação.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








