A organização do 41º Festival de Artes de São Cristóvão (FASC) confirmou a cantora baiana Melly como nova atração musical da edição que acontecerá de 20 a 22 de novembro. O evento, que neste ano tem como lema “Tradição que move o presente”, já havia anunciado Duda Beat e segue revelando nomes que vão ocupar os palcos espalhados pelo Centro Histórico da antiga capital sergipana.
Melly vem ganhando espaço na música brasileira ao mesclar referências do R&B com elementos de sua herança afrobaiana. O resultado desse encontro rende faixas marcadas por beats suaves, letras confessionais e vocais que passeiam entre a doçura e a potência. Esse trabalho rendeu à artista o prêmio de Artista Revelação no Prêmio Multishow e, em 2024, uma indicação ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa.
Mesmo com carreira recente, a cantora já levou seu repertório a palcos de grande projeção, como Rock in Rio, Afropunk Bahia, MITA e Rock The Mountain. Ainda em 2024, Melly lançou o álbum de estreia “Amaríssima” e, logo depois, “Amaríssima V2”, reunindo participações de Karol Conká, Duda Beat, Liniker e Russo Passapusso. Na sequência, deu início a uma nova fase com o segundo disco de estúdio, “Mais Forte que a Dúvida”, que alcançou meio milhão de reproduções em menos de uma semana. O projeto traz colaborações de Anitta, Léo Santana, Luedji Luna e Liniker, além da presença da artista em “Ternura”, faixa do recém-divulgado álbum “EQUILIBRIVM”, de Anitta.
Com a entrada de Melly, o FASC reforça a proposta de dialogar tradição e contemporaneidade. O festival — realizado pela Prefeitura de São Cristóvão, por meio da Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura (Fumpac) — costuma atrair cerca de 70 mil pessoas por dia. Durante três dias, palcos, praças, igrejas e ruas do conjunto urbano tombado pelo Iphan recebem apresentações de música, teatro, dança, literatura, cinema, artes visuais e manifestações da cultura popular.
Ao longo de quatro décadas, o FASC consolidou-se como um dos maiores encontros culturais do Nordeste, servindo de vitrine para artistas locais e nomes que despontam no cenário nacional. A edição deste ano promete manter a tradição, oferecendo uma programação diversa que vai do forró de raiz ao pop alternativo, passando por performances teatrais e feiras literárias.
Mais nomes do line-up devem ser anunciados nas próximas semanas. A organização antecipa que haverá palcos temáticos voltados à cena autoral sergipana, rodas de capoeira, cortejos de grupos de cultura popular e oficinas de formação artística gratuitas. A expectativa é repetir a movimentação econômica que, segundo estimativas anteriores do poder público municipal, injeta recursos significativos na hotelaria, gastronomia e comércio local a cada edição.
Com ruas de pedra, casarios coloniais coloridos e um cenário histórico que guarda quatro séculos de memória, São Cristóvão volta a transformar-se em um grande circuito cultural entre 20 e 22 de novembro. Para quem pretende acompanhar de perto, a orientação dos organizadores é chegar cedo, planejar o deslocamento até os pontos de apresentação e aproveitar a atmosfera única de arte e celebração que toma conta da quarta cidade mais antiga do Brasil.
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