Um homem morreu na quarta-feira (30) após confronto com o BPChoque no 17 de Março, zona sul de Aracaju. Moradores disseram que ele andava armado e vendia drogas perto dos conjuntos. PM apreendeu arma e entorpecentes.
Um homem morreu na tarde de quarta-feira, 30, depois de se envolver em um confronto com militares do Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque) no bairro 17 de Março, zona sul de Aracaju. De acordo com a Polícia Militar, equipes foram deslocadas para a comunidade após receberem denúncias de que um indivíduo estaria circulando armado e comercializando entorpecentes em vias próximas a conjuntos habitacionais.
Os policiais relataram que, ao chegarem ao ponto indicado, tentaram abordar o suspeito. Ainda segundo a corporação, o homem teria reagido com disparos, iniciando o tiroteio. Durante o revide, ele foi atingido. A vítima foi socorrida pelos próprios agentes e levada para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), referência no atendimento a traumas no estado, mas não resistiu aos ferimentos.
No local do confronto, foram apreendidos uma pistola calibre 9 milímetros, 128 pinos de cocaína prontos para comercialização e quatro papelotes de maconha. A arma recolhida foi encaminhada para perícia, procedimento padrão que busca confirmar origem, possíveis vínculos com outros crimes e condição de funcionamento. Já o material entorpecente deverá ser analisado pela Coordenadoria de Criminalística, antes de ser incorporado ao inquérito que apura a ocorrência.
O 17 de Março é um dos bairros mais recentes de Aracaju e tem recebido, nos últimos anos, sucessivas operações policiais voltadas ao enfrentamento do tráfico de drogas. Moradores costumam reclamar da presença de pontos de venda de entorpecentes em áreas residenciais e de lazer, o que motiva, segundo a corporação, patrulhamentos constantes e ações de inteligência.
O caso foi formalizado na Central de Flagrantes e será investigado pela Polícia Civil. Como envolve morte em decorrência de intervenção policial, o procedimento também será acompanhado pela Corregedoria, que analisará se todas as etapas da operação seguiram os protocolos operacionais. Até a noite de ontem, a identidade do homem não havia sido divulgada, pois os investigadores ainda buscavam confirmar oficialmente seus dados e eventual histórico criminal.
Testemunhas que presenciaram a movimentação podem colaborar com o inquérito fornecendo imagens ou relatos por meio do Disque-Denúncia, serviço que garante sigilo absoluto ao denunciante. A participação popular, reforça a corporação, é considerada peça-chave para esclarecer tanto a dinâmica do confronto quanto a atuação do suspeito no comércio de drogas.
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