Sergipe acumulou R$ 77,5 milhões em royalties de petróleo e gás natural entre janeiro e setembro de 2026, um aumento de 22,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), analisados pelo Observatório da Indústria do Sistema FIES.
Somente em setembro, o Estado recebeu cerca de R$ 8,2 milhões em repasses, valor 15,4% superior ao registrado em setembro de 2025. Na comparação com agosto de 2026 houve, porém, uma redução de 5,5% nos valores destinados a Sergipe, indicando variação mensal nos fluxos de pagamento.
Os repasses a municípios também tiveram destaque em setembro. No total, os municípios sergipanos receberam R$ 26,3 milhões em royalties naquele mês. A distribuição entre cidades mostra concentração de recursos em alguns municípios, com impactos diretos nas receitas locais.
Repasses a municípios em setembro
- Riachuelo — R$ 6,9 milhões
- Indiaroba — R$ 3,9 milhões
- São Cristóvão — R$ 1,7 milhão
- Divina Pastora — R$ 1 milhão
- Rosário do Catete — R$ 960,3 mil
- Pirambu — R$ 782,5 mil
Os royalties são compensações financeiras pagas pelas empresas produtoras de petróleo e gás natural e distribuídas pela União a estados e municípios conforme critérios previstos na legislação. Esses repasses costumam variar de acordo com a produção, preços de mercado e mecanismos de partilha adotados, o que explica oscilações mensais e anuais nos valores recebidos.
A análise da ANP e do Observatório da Indústria do Sistema FIES oferece um panorama das entradas de recursos relacionadas ao setor de óleo e gás em Sergipe, permitindo acompanhar a evolução da arrecadação e sua repercussão nas finanças estaduais e municipais. A variação positiva de 22,4% no acumulado até setembro mostra crescimento no aporte em comparação com 2025, enquanto a queda de 5,5% entre agosto e setembro evidencia volatilidade de curto prazo.
Para gestores públicos e moradores das cidades que recebem os repasses, esses números servem como referência para planejamento orçamentário e definição de prioridades locais. A distribuição dos valores entre as diferentes cidades revela como parte da riqueza gerada na cadeia de petróleo e gás chega até as contas públicas em nível municipal.
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