Os países reunidos na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP30) aprovaram, neste sábado (22), um acordo que triplica os recursos destinados ao financiamento climático internacional. A decisão foi anunciada no penúltimo dia do encontro, realizado em Belém (PA), e marca a principal conquista até o momento das negociações reunidas no chamado “Pacote de Belém”.
O novo compromisso financeiro, aprovado por consenso pelos delegados, não especifica valores absolutos, mas estabelece que as contribuições deverão ser multiplicadas por três em relação ao patamar atualmente vigente. A expectativa é que o aumento de recursos amplie projetos de mitigação, adaptação e perdas e danos nos países mais vulneráveis aos efeitos da crise climática.
Apesar do avanço na questão financeira, o texto final não incorporou o Mapa do Caminho, instrumento defendido por várias delegações para detalhar metas, prazos e mecanismos de transparência sobre a transição para economias de baixo carbono. Sem esse anexo, ainda não há cronograma formal para acompanhar a execução do novo aporte de recursos.
Negociadores ouvidos nos corredores do centro de convenções afirmaram que as conversas sobre um eventual Mapa do Caminho podem continuar até o encerramento oficial da COP30, marcado para domingo (23). Mesmo assim, fontes indicam que a falta de consenso dificulta a inclusão do detalhamento no documento principal.
Além do pacote financeiro, outras frentes permanecem em discussão, como a regulamentação de mercados de carbono e a proteção de florestas tropicais. Delegações de países em desenvolvimento cobram garantias de que os novos recursos cheguem de forma rápida e com menos burocracia.
Para contextualizar, a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) estabelece que as nações desenvolvidas devem apoiar financeiramente ações climáticas em países em desenvolvimento, compromisso reforçado pela COP30.
O documento com o aumento do financiamento será submetido à plenária final neste domingo. Caso seja ratificado sem alterações, entrará em vigor a partir de 2026.
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O acordo financeiro aprovado em Belém sinaliza um passo importante, mas a ausência do Mapa do Caminho mantém incertezas sobre a aplicação prática dos recursos. Continue acompanhando nossa cobertura para saber como os países vão solucionar esse impasse e fechar o Pacote de Belém.
Com informações de Agência Brasil
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