O advogado Robson Lucas informou, no fim da noite desta sexta-feira (6), que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão morreu às 18h55, horário registrado no protocolo de morte encefálica concluído no mesmo dia.
Segundo a nota encaminhada pela defesa, o procedimento médico foi iniciado às 10h15 e, após a confirmação do óbito, o corpo do investigado será encaminhado ao Instituto Médico Legal para as providências legais.
Tentativa de suicídio na carceragem da PF
Mourão, conhecido como “Sicário”, havia sido preso na quarta-feira (4) e, ainda nesse dia, tentou tirar a própria vida na cela da Superintendência Regional da Polícia Federal em Minas Gerais. De acordo com a corporação, ele foi encontrado desacordado, depois de ter se enforcado com a camiseta que usava. Agentes do Grupo de Pronta Intervenção da PF realizaram manobras de reanimação por cerca de 30 minutos antes de o detento ser levado ao Hospital João XXIII pelo Samu.
Na quinta-feira (5), a defesa relatou que Mourão permanecia vivo, em estado grave, e que não havia protocolo de morte cerebral. Informações preliminares divulgadas por policiais federais de Minas Gerais sobre um possível óbito na quarta-feira foram posteriormente negadas em nota nacional da PF.
Apontado pelas investigações como responsável por coletar dados sigilosos, monitorar adversários e “neutralizar” situações desconfortáveis ao banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, Mourão vinha sendo acompanhado juridicamente por Robson Lucas desde a prisão.
Serviços de apoio emocional
Pessoas que enfrentam sofrimento psíquico podem recorrer a serviços de ajuda gratuita, como o Centro de Valorização da Vida (telefone 188, atendimento 24 h), o canal Pode Falar, da Unicef, além dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) do Sistema Único de Saúde. Também há iniciativas que mapeiam unidades públicas e projetos que oferecem acompanhamento psicológico presencial ou on-line.
Fonte: Jovem Pan
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