O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, confirmou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) em 4 de abril, prazo fixado pela legislação eleitoral para ocupantes de cargos ministeriais que pretendem disputar as eleições de 2026. Ele permanecerá na vice-presidência.
A legislação de desincompatibilização exige a saída de ministros seis meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, mas não impõe a mesma regra ao cargo de vice-presidente. Alckmin, entretanto, não poderá assumir interinamente a Presidência da República nesse período, sob pena de ficar inelegível.
Agenda no ministério
Em clima de despedida, Alckmin participou da divulgação dos dados da balança comercial de fevereiro. Na ocasião, fez um balanço de pouco mais de três anos à frente do Mdic, destacando a aprovação do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo ele, a expectativa do governo é colocar o tratado em vigor em maio, após a recente ratificação pelo Congresso Nacional.
O vice-presidente ressaltou que o acordo prevê salvaguardas para proteger a indústria nacional em caso de aumento significativo de importações.
Portal Único de Comércio Exterior
Outro ponto enfatizado por Alckmin foi o avanço do Portal Único de Comércio Exterior (Siscomex). De acordo com o ministro, a plataforma respondeu por cerca de 50% das operações de importação em fevereiro, e a meta é concluir sua implementação até o fim do ano. Estimativas do Mdic indicam possibilidade de redução de custos superiores a R$ 40 bilhões anuais para empresas que atuam no comércio exterior.
Cenário eleitoral
O futuro político de Alckmin segue indefinido. Entre as alternativas em discussão estão a manutenção como candidato a vice na eventual chapa à reeleição do presidente Lula, a disputa pelo Governo de São Paulo ou uma vaga ao Senado pelo estado. As negociações envolvem também o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apontado como possível postulante ao Palácio dos Bandeirantes. As definições devem ocorrer apenas nos próximos meses.
Fonte: Jovem Pan
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