Instituições apresentam projetos, que passam por análise técnica antes da votação popular
Mais de 300 projetos em mais de 60 municípios sergipanos já foram contemplados pelo Edital de Emendas Participativas do senador Alessandro Vieira (MDB), que soma R$ 84 milhões desde 2019.
Uma iniciativa criada pelo senador Alessandro Vieira (MDB) há sete anos colocou a população sergipana no centro de uma decisão que tradicionalmente fica restrita aos gabinetes parlamentares: a definição de onde serão aplicados os recursos das emendas. Criado em 2019, o Edital de Emendas Participativas já destinou mais de R$ 84 milhões a mais de 300 projetos em mais de 60 municípios de Sergipe.
A experiência ganhou novo destaque nesta semana, depois que um levantamento do Observatório da Política do Insper, divulgado pelo Estadão, apontou que apenas 21 dos 594 parlamentares do Congresso Nacional — 3,5% do total — possuem mecanismos públicos para consultar a população antes de definir a destinação de emendas. Entre os 21 identificados estão 20 deputados e apenas um senador. A pesquisa foi realizada entre maio e junho de 2026.
Desde a primeira edição, o senador estabeleceu um processo em que instituições apresentam projetos, as propostas passam por análise técnica e, em seguida, os projetos habilitados são submetidos à votação popular. A estrutura foi mantida e ampliada ao longo dos sete anos de mandato, com critérios públicos e mecanismos de validação dos votos.
Na sétima edição, realizada em 2026, 80 projetos foram selecionados por votação popular. O processo registrou mais de 284 mil votos. Os editais já contemplaram diferentes áreas, como saúde, educação, agricultura e pesca, assistência social, hospitais filantrópicos, guardas municipais e órgãos de trânsito — com recursos federais direcionados a iniciativas apresentadas por instituições e escolhidas pelos próprios sergipanos.
Com informações da assessoria
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