Rio de Janeiro (RJ) / Aracaju (SE) – O secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, o sergipano André Moura (União Brasil), ingressou com queixa-crime contra o advogado e servidor comissionado Victor Travancas, acusado de veicular ofensas, calúnias e difamações contra o gestor por meio da imprensa.
Nas peças apresentadas ao Judiciário fluminense, a defesa de Moura sustenta que Travancas atribuiu falsamente práticas ilícitas ao secretário e utilizou expressões pejorativas para atacar sua honra. O documento alega ainda que o servidor teria agido movido por “instabilidade emocional” e “inveja”, por não ter alcançado cargo equivalente ao de secretário.
Suposto preconceito regional
Fontes ouvidas nos bastidores do Palácio Guanabara relatam que Travancas já protagonizou conflitos semelhantes com outros membros da administração estadual. Nesta ocasião, haveria, segundo as mesmas fontes, um componente de preconceito velado contra Moura por ele ser nordestino e ocupar função estratégica no governo do Rio.
Reflexos em Sergipe
Pré-candidato ao Senado por Sergipe em 2026, André Moura avalia que a crise no Rio de Janeiro está sendo explorada por adversários políticos em seu estado de origem. “Já esperava esse comportamento, mas não tão cedo”, declarou, afirmando que responderá apenas nos tribunais, sem discutir “ilações” na imprensa.
Alinhamento com Mitidieri
O governador de Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD), saiu em defesa do aliado. Ele classificou as acusações como “agressões sem provas” e destacou a importância de Moura na captação de recursos federais para Sergipe. Mitidieri também minimizou a citação do ex-deputado na CPMI do INSS, explicando que a assinatura que gerou questionamentos foi “ato protocolar” da liderança do PSC, no período do governo Bolsonaro.
Com o processo criminal em andamento e respaldo político em Sergipe, Moura pretende manter a agenda administrativa no Rio de Janeiro enquanto aguarda a tramitação da ação.
Com informações de Portal Infonet
De acordo com o Código Penal brasileiro, crimes contra a honra, como calúnia e difamação, podem resultar em pena de detenção e multa.
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