BRASÍLIA (DF) – Na última quarta-feira (1), a Secretaria Especial de Assuntos Jurídicos da Casa Civil entregou ao Senado a mensagem que oficializa Jorge Messias como indicado ao Supremo Tribunal Federal, passo que destrava a sucessão de Luís Roberto Barroso e redireciona o tabuleiro político em torno da Corte.
- Em resumo: Acordo entre Lula e Davi Alcolumbre libera sabatina de Messias na CCJ ainda nesta semana.
Bastidor do entendimento relâmpago
O consenso foi fechado depois de meses de adiamentos. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cedeu após alinhavar, com o Palácio do Planalto, um calendário que preserva sua influência na Casa. Estatísticas da Câmara Federal indicam que indicações que chegam com respaldo da Mesa Diretora tendem a ser aprovadas por ampla margem.
Até então, Alcolumbre travava a pauta por preferir o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga. A entrega formal da indicação desfaz o impasse e abre espaço para votar nomeações pendentes antes do recesso.
“Continuarei meu empenho pela pacificação e estabilidade. Sempre valorizei o diálogo e a conciliação”, afirmou Messias ao comentar a nova etapa.
O que vem a seguir e por que importa
A mensagem presidencial segue para a Comissão de Constituição e Justiça, onde Messias será sabatinado; na sequência, o processo vai ao plenário. Articulações indicam maioria confortável, inclusive entre parlamentares ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ecoando projeções divulgadas em fevereiro.
Sem sucessor definido na Advocacia-Geral da União, o Planalto adota a estratégia de “uma fase por vez” para evitar disputas simultâneas. A posse de Messias no STF, caso confirmada, consolida a influência lulista em temas sensíveis como políticas públicas e revisões constitucionais.
Crédito da imagem: Divulgação
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