Uma aposentada de Parobé, no Rio Grande do Sul, perdeu R$ 255 mil ao cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por advogados responsáveis pelo processo de pensão por morte do marido.
Como o golpe começou
O contato foi iniciado por meio de mensagens de celular. A vítima recebeu informação de que seu benefício estaria “prestes a ser liberado” e que, para isso, seria necessário efetuar um depósito imediato. “Eles te fazem uma lavagem cerebral”, relatou a mulher, que pediu para não ser identificada.
Uso de dados reais de profissionais
Os estelionatários utilizaram nome, documentos e dados de uma advogada verdadeira, Leandra Wichmann, além de um suposto assistente chamado Guilherme. Foram enviados prints de procurações, comprovantes e papéis com timbre oficial que simulavam audiências na Justiça Federal.
Depósitos em sequência
Convencida da legitimidade das mensagens, a aposentada realizou nove transferências bancárias em poucos dias, totalizando R$ 255 mil — reservas guardadas ao longo de toda a vida. A quadrilha ainda solicitou novos valores sob a justificativa de “taxas finais” para liberar um montante de R$ 452 mil.
Descoberta da fraude
Quando desconfiou da insistência, o dinheiro já havia sido encaminhado a contas abertas em nomes de terceiros. “Que valores são esses? Eu nunca peço pagamento antecipado de clientes”, afirmou a verdadeira advogada, que também foi vítima do uso indevido de sua identidade.
Alerta das autoridades
A Polícia Civil informou que o grupo atuava em vários estados utilizando perfis falsos de profissionais da área jurídica. Especialistas lembram que verbas judiciais não são pagas por PIX ou transferência direta; os valores ficam depositados em juízo e são liberados somente por alvará.
De acordo com orientações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), qualquer cobrança antecipada relacionada a ações judiciais deve ser imediatamente comunicada ao advogado real do processo ou à própria Vara responsável.
Leia outras reportagens sobre segurança e direitos do consumidor em nossa editoria Sergipe.
Fique atento: nunca efetue pagamentos antes de confirmar a autenticidade do pedido com a fonte oficial e desconfie de mensagens que prometem liberação rápida de valores.
Com informações de g1
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








