Levantamento do DIEESE, analisado pelo Observatório da Indústria, mostra queda em agosto e confirma Aracaju como a capital com a cesta mais barata. No acumulado jan–ago houve alta de 5,84% e, em 12 meses, 2,30%.
O custo médio da cesta básica em Aracaju caiu 3,89% em agosto na comparação com julho e ficou em R$ 570,98, segundo levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e analisado pelo Observatório da Indústria do Sistema FIES. O valor apontou Aracaju como a capital com a cesta mais barata entre as capitais pesquisadas.
Apesar da queda no mês, o conjunto de alimentos essenciais acumulou alta de 5,84% entre janeiro e agosto. Na comparação anual, ou seja, com agosto de 2025, o custo da cesta em Aracaju avançou 2,30%.
O levantamento traz ainda o quadro de comparação entre capitais, com valores mais baixos e mais altos observados no período pesquisado. O recorte serve para medir diferenças regionais no preço dos itens que compõem a cesta básica.
Ranking de capitais (valor absoluto)
- Aracaju: R$ 570,98
- Natal: R$ 627,42
- Maceió: R$ 627,45
- São Paulo: R$ 900,59
- Cuiabá: R$ 851,57
- Rio de Janeiro: R$ 851,19
Variação mensal (agosto vs julho)
- Maceió: +1,43%
- São Luís: +0,78%
- Rio Branco: -4,68%
- Manaus: -4,55%
- Boa Vista: -4,47%
- Aracaju: -3,89%
Comparação anual (agosto de 2026 vs agosto de 2025)
- Goiânia: +7,51%
- Cuiabá: +6,42%
- Rio de Janeiro: +6,22%
- Brasília: -0,64%
- Palmas: -0,27%
O estudo destacou, em nível local, o comportamento de alguns itens que compõem a cesta. Em Aracaju, um dos destaques do levantamento foi o óleo de soja, cujo preço recuou 0,38% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Especialistas costumam usar esse tipo de levantamento para acompanhar a inflação dos alimentos essenciais e suas implicações no poder de compra das famílias, especialmente entre os trabalhadores de baixa renda. A comparação entre capitais também ajuda a identificar pressões de preços regionais e possíveis efeitos sazonais ou logísticos sobre determinados produtos.
Os dados do DIEESE e a análise do Observatório da Indústria do Sistema FIES sistematizam os preços coletados para permitir esse tipo de monitoramento, que é utilizado por entidades sindicais, órgãos públicos e pesquisadores para avaliar o comportamento do custo de vida em diferentes regiões do país.
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