Aracaju permanece em nível de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme o mais recente boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira, 9 de julho. De acordo com o levantamento, a capital sergipana integra a lista de 11 capitais brasileiras que ainda apresentam incidência considerada de alerta, risco ou alto risco, embora a tendência nos últimos dias seja de estabilidade.
No cenário nacional, apesar da queda nos casos de SRAG, nove capitais ainda registram aumento da doença. O boletim da Fiocruz destaca que a circulação de vírus respiratórios continua elevada em várias regiões do país, com um aumento significativo dos casos graves por Influenza B em estados do Centro-Sul, como Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, estados como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo já apresentam sinais de desaceleração.
Nas últimas semanas epidemiológicas, a maioria dos casos positivos de vírus respiratórios foi causada pelo vírus sincicial respiratório, que representou 55,9% dos diagnósticos. O rinovírus ficou em segundo lugar, com 23,3%, seguido pela Influenza A (12,7%) e Influenza B (8,4%). A covid-19, por sua vez, teve uma menor incidência, representando apenas 2,2% dos diagnósticos.
Quanto aos óbitos registrados nesse período, a Influenza A foi a principal responsável, com 33,1% das mortes, seguida pelo rinovírus (26,3%) e pelo vírus sincicial respiratório (21,7%). A Influenza B correspondeu a 15,4% dos casos e a covid-19 a 6,9%.
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Desde o início do ano, o Brasil contabilizou 109.347 casos de SRAG, com 51,7% apresentando confirmação laboratorial para vírus respiratórios. Além disso, 34,5% dos casos foram descartados e 7,5% ainda aguardam resultado.
A incidência da síndrome é mais alta entre crianças pequenas, especialmente devido ao vírus sincicial respiratório, enquanto a mortalidade continua sendo mais significativa entre os idosos, com predominância da Influenza A. A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, enfatiza a importância de manter os cuidados preventivos. “A vacinação contra a influenza é essencial para reduzir hospitalizações e mortes, principalmente entre os grupos prioritários. Pessoas com sintomas respiratórios devem evitar contato com indivíduos mais vulneráveis e usar máscara”, orienta.
A Fiocruz destaca que os casos de SRAG associados à covid-19 permanecem em níveis baixos em todas as faixas etárias, e o cenário geral indica queda ou estabilidade na maioria dos grupos, incluindo idosos e pessoas entre 2 e 49 anos.
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