Nesta segunda (27), no Teatro Tobias Barreto, foi apresentada a música que passa a representar Aracaju, com a prefeita Emília Corrêa. A Lei nº 6.383, sancionada em 2/7/2026, oficializou o símbolo após concurso da Secult.
Aracaju, a capital sergipana, agora conta oficialmente com um Hino Oficial, um marco significativo para a cidade, que, até então, possuía apenas a bandeira e o brasão como símbolos oficiais. A apresentação do hino ocorreu na noite de segunda-feira (27), no Teatro Tobias Barreto, com a presença da prefeita Emília Corrêa, em um evento que marcou a oficialização dessa nova identidade musical da capital, reconhecida pela Lei Municipal nº 6.383, sancionada em 2 de julho de 2026.
A escolha do Hino Oficial foi resultado de um concurso público promovido pela Secretaria Municipal da Cultura (Secult). O processo de seleção foi conduzido com rigor técnico, garantido por uma comissão composta por especialistas em música, língua portuguesa e história. Um total de 38 composições foi submetido à avaliação, utilizando uma metodologia às cegas que assegurou a imparcialidade e transparência do resultado.
O maestro José Gentil Leite foi o autor da composição vencedora, recebendo uma premiação de R$ 12 mil, além de um troféu e um certificado em reconhecimento à sua obra, que agora representa oficialmente Aracaju. O segundo lugar no concurso foi conquistado por Odinezio Rozendo Santos, enquanto Emerson Porto Santos e Edmael Tavares Santos ficaram com a terceira colocação.
Durante a solenidade de apresentação, a prefeita Emília Corrêa enfatizou a relevância da oficialização do hino para a preservação da memória e da cultura da cidade. Ela declarou:
“Hoje é um dia histórico para Aracaju. Depois de 171 anos, nossa cidade passa a ter um Hino Oficial que traduz, em versos e melodia, a nossa identidade, a nossa cultura e o amor pela nossa terra. Aracaju precisava de um hino próprio, de um símbolo que representasse a nossa história e fortalecesse o sentimento de pertencimento do nosso povo.”
O secretário municipal da Cultura, Paulo Corrêa, também destacou a importância dessa oficialização. Em suas palavras,
“A partir de agora, Aracaju completa o conjunto de seus principais símbolos oficiais. O Hino fortalece a identidade da cidade, preserva a nossa história e aproxima ainda mais os aracajuanos do sentimento de pertencimento.”
O maestro José Gentil Leite, visivelmente emocionado durante a apresentação, comentou que compor o hino foi uma das maiores honras de sua carreira. Ele afirmou que cada verso e melodia foram pensados para refletir a história e o orgulho do povo aracajuano.
“Meu objetivo era criar uma obra que representasse a história da cidade, sua beleza, a força da sua gente e o orgulho de quem vive aqui,”
disse o compositor, que considerou a estreia do hino como a realização de um sonho. Ele ressaltou que a composição agora pertence a todos os aracajuanos:
“Essa composição deixa de ser apenas minha para passar a pertencer a todos os aracajuanos. Espero que cada pessoa que ouvir esse hino se sinta representada, emocionada e orgulhosa da sua cidade.”
José Gentil Leite é um renomado maestro, arranjador, compositor e trompetista, com uma carreira marcante na música instrumental e cultural. Sua trajetória inclui projetos que valorizam a produção musical sergipana, e essa é a segunda conquista do maestro em concursos relacionados à capital, reforçando sua contribuição para a identidade cultural de Aracaju.
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