A Orla da Atalaia virou um grande salão de festa na sexta-feira, 29 de maio, com a abertura oficial do Ciclo Junino 2026. Entre bandeirolas, sanfonas e fogos de artifício, milhares de sergipanos e turistas deram as boas-vindas a dois meses de programação que prometem consolidar o maior São João à beira-mar do Brasil. O Governo do Estado estima mais de 60 dias de eventos na Vila do Forró e no Arraiá do Povo, movimentando a economia, o turismo e, sobretudo, o sentimento de pertencimento à cultura popular.
O governador Fábio Mitidieri chegou acompanhado do ex-deputado André Moura e de um numeroso grupo de parlamentares, prefeitos e lideranças comunitárias vindas de todas as regiões. O clima era de reencontro depois de uma agenda puxada em 29/05 ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando foram anunciados investimentos bilionários para obras e programas em solo sergipano.
“Meu futuro senador, bom recebê-lo na abertura oficial do maior São João à beira-mar do Brasil, no País do Forró que é Sergipe. Uma noite abençoada, e este é apenas o primeiro de 60 dias de muito forró”
disse Mitidieri, arrancando aplausos do público no camarote instalado em frente ao palco principal. A fala reforçou a sintonia política entre os dois e foi acompanhada de perto pelos deputados estaduais Cristiano Cavalcante e Marcelo Sobral, pelo presidente da Câmara de Aracaju, Ricardo Vasconcelos, pela vereadora Selma França e por gestores municipais que lotaram o espaço reservado às autoridades.
“Fábio é um gestor que honra as raízes culturais do povo sergipano sem abrir mão de uma visão voltada para o desenvolvimento. Ele preserva a nossa história e enxerga na cultura oportunidade de gerar emprego, renda e crescimento para Sergipe”
destacou André Moura, apontando para os dados que dimensionam a festa. Somente em 2025, o Ciclo Junino atraiu mais de 1,3 milhão de visitantes e injetou cerca de R$ 250 milhões na economia estadual. Para 2026, a previsão é ultrapassar 1,5 milhão de pessoas, apoiada em um investimento direto de R$ 50 milhões do Estado e R$ 13 milhões em patrocínios privados.
Enquanto os políticos falavam, o público forrozeiro foi embalado por clássicos da banda sergipana Calcinha Preta, atração responsável por reunir diferentes gerações em frente ao palco. Entre um hit e outro, vendedores de milho, amendoim e licor confirmavam o impacto imediato das festas na renda das famílias que dependem do período junino.
Além dos shows diários, a Vila do Forró oferecerá quadrilhas, concursos de sanfoneiros, oficinas de culinária típica e feirinha de artesanato. A programação se estende por Aracaju, Estância, Areia Branca, Cumbe, Nossa Senhora do Socorro e outros municípios, mostrando a capilaridade do projeto cultural e econômico.
Para quem vive do turismo ou do comércio, a expectativa é de casas cheias, hotéis lotados e tráfego intenso no Aeroporto de Aracaju durante junho e julho. Os organizadores reforçam que haverá esquema especial de segurança pública, reforço na limpeza urbana e linhas de ônibus extras nos horários de pico.
O pontapé dado em 29/05 deixa claro que o São João sergipano cresce ano a ano, sem abrir mão da essência que faz da festa um patrimônio imaterial do povo nordestino. De agora até o fim de julho, o som da sanfona deve ditar o ritmo da economia, do turismo e do coração dos sergipanos.
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