A noite de 30 de maio de 2026 terminou com final feliz para uma coruja que havia ficado presa na área de ventilação de uma casa no Povoado São Miguel, zona rural de Propriá. Acionada por moradores preocupados, a guarnição do 6º Grupamento de Bombeiros Militar (6º GBM) deslocou-se rapidamente até o endereço por volta das 20h.
Segundo o boletim operacional, o CBMSE utilizou técnicas específicas de manejo de fauna silvestre para garantir que o resgate ocorresse sem riscos, tanto para a ave quanto para os militares. O procedimento foi conduzido pelo cabo Bruno, que chefiou a equipe formada ainda pelo cabo Methodio e pelos soldados Secundo, Alana e De Fonseca.
Ao chegar, os bombeiros visualizaram a coruja presa entre telhas e a grade de ventilação. Empregando luvas de proteção e um puçá — equipamento em forma de rede destinado à captura de animais — os militares conseguiram conter a ave com movimentos lentos, evitando estresse excessivo. Após a retirada, a coruja passou por uma avaliação primária no próprio local. Como não apresentava lesões aparentes, foi considerada apta para retorno imediato à natureza.
A soltura aconteceu em uma área de mata às margens do rio São Francisco, a poucos quilômetros do povoado, onde há concentração de alimentos e pontos de pouso adequados para a espécie. O ponto foi escolhido com o apoio de moradores que conhecem a região e indicaram um trecho livre de predadores domésticos e longe de áreas urbanizadas.
Para o Corpo de Bombeiros, situações como essa reforçam a importância de acionar profissionais capacitados sempre que um animal silvestre aparecer em ambiente residencial. Manipular a ave por conta própria pode causar ferimentos graves e estresse ao animal, além de colocar o morador em risco de arranhões e bicos afiados.
O major Cordeiro, oficial de serviço na central de operações, destacou que o atendimento a ocorrências envolvendo fauna nativa vem crescendo em Sergipe. De janeiro a abril deste ano, já foram registrados mais de 70 chamados semelhantes no estado. Ele lembra que, em caso de necessidade, a população deve ligar para o 193, informando o tipo de animal, o endereço exato e se há situação de perigo iminente, facilitando a triagem e o deslocamento das viaturas especializadas.
Com o trabalho concluído, a coruja voltou a voar livre em seu habitat, enquanto os moradores de São Miguel respiraram aliviados por contribuir com a preservação da vida silvestre. A ação rápida do 6º GBM reforça o compromisso do CBMSE com a proteção de animais e com a segurança da comunidade ribeirinha de Propriá.
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