O primeiro ano do ciclo rumo aos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028 foi histórico para o esporte paralímpico brasileiro. Em 2025, o país liderou os quadros de medalhas nos Campeonatos Mundiais de atletismo, disputado em Nova Déli, e de judô, realizado em Astana, além de conquistar feitos relevantes em modalidades como tênis em cadeira de rodas, canoagem, ciclismo, natação e halterofilismo.
Atletismo domina Mundial na Índia
Em outubro, a seleção de atletismo somou 15 ouros, 20 pratas e nove bronzes na capital indiana, superando a China pela primeira vez desde 2013. O grande nome foi a acreana Jerusa Geber, que garantiu dois ouros e se tornou tetracampeã dos 100 m rasos T11, totalizando 13 pódios em Mundiais.
Judô faz campanha inédita no Cazaquistão
Também em maio, o Brasil liderou pela primeira vez o quadro de medalhas do Mundial de judô em Astana, com 13 pódios — cinco deles de ouro. Destacaram-se Alana Maldonado, tricampeã até 70 kg J2, e Wilians Araújo, bicampeão acima de 95 kg J1. A competição ainda teve final 100% brasileira entre Rebeca Silva e Meg Emmerich na categoria acima de 70 kg J2.
Pódios em outras modalidades
No Mundial de canoagem, em Milão, Fernando Rufino venceu a prova dos 200 m VL2, enquanto Igor Tofalini ficou com a prata, repetindo a dobradinha dos Jogos de Paris 2024. Já no ciclismo, Lauro Chaman conquistou o tricampeonato na prova de resistência C5 em Ronce, Bélgica, e Sabrina Custódia bateu recorde no contrarrelógio C2 no Velódromo do Rio de Janeiro.
Na natação, o Brasil terminou o Mundial de Singapura em sexto lugar, com 13 ouros e 39 medalhas no total. Gabriel Araújo (classe S2) e Carol Santiago (S12) subiram três vezes cada ao lugar mais alto do pódio. No halterofilismo, a equipe feminina — Tayana Medeiros, Lara Lima e Mariana d’Andrea — levou o ouro por equipes no Cairo.
Tênis em cadeira de rodas quebra barreiras
A equipe quad alcançou a final inédita da Copa do Mundo, em Antalya, e ficou com a prata. Nos circuitos juvenis, Vitória Miranda e Luiz Calixto encerraram suas passagens pelo júnior com títulos em simples e duplas nos Grand Slams da Austrália e de Roland Garros.
Conflito no tênis de mesa
Em meio aos resultados positivos, julho foi marcado por tensão entre nove mesatenistas brasileiros e a Confederação Brasileira de Tênis de Mesa (CBTM). Os atletas contestaram a exigência de destinar parte do Bolsa-Pódio a despesas com competições internacionais. Após manifestação ao Ministério do Esporte, a entidade recuou, mas o impasse segue sem consenso.
O calendário de 2025 ainda começou com o título mundial de Cristian Ribera no esqui cross-country sprint em Trondheim, confirmando o atleta como principal esperança brasileira para a Paralimpíada de Inverno de 2026, em Milão-Cortina.
Com o desempenho de alto nível em diversas frentes e a superação de bastidores turbulentos, o Brasil fecha o ano confiante para os próximos desafios do ciclo paralímpico.
O Comitê Paralímpico Brasileiro detalha todas as competições e rankings em seu portal oficial.
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Resumo: Em 2025, o Brasil brilhou no atletismo e no judô, liderando os Mundiais, somou conquistas em modalidades como canoagem, ciclismo e natação, mas também enfrentou disputas políticas no tênis de mesa. Continue acompanhando o site para ficar por dentro dos preparativos rumo a Los Angeles 2028.
Com informações de Agência Brasil
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