O Brasil chega ao último dia da Paralimpíada de Inverno em Milão–Cortina d’Ampezzo, neste domingo (15), com seis atletas inscritos na prova de 20 quilômetros do esqui cross-country, marcada para as 5h (horário de Brasília). A delegação sonha com um novo lugar no pódio depois da inédita medalha de prata conquistada por Cristian Ribera no sprint de um quilômetro.
Ribera, que nasceu em Rondônia e vive em Jundiaí (SP), já tem histórico positivo nessa distância: foi bronze no último Mundial, em Toblach, também na Itália. Segundo o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), o esquiador analisou os tempos dos principais adversários para brigar novamente pelas primeiras posições.
Revezamento rende melhor marca nacional
Na véspera, o trio formado por Ribera, a paranaense Aline Rocha e o paulista Wellington da Silva alcançou o sétimo lugar no revezamento de 10 km, disputado em três atletas. Sem o quarto integrante, Wellington — único brasileiro que compete em pé — percorreu dois trechos de 2,5 km. O tempo de 27min00s5 garantiu o melhor resultado do país na história desta modalidade; os Estados Unidos ficaram com o ouro.
Apesar do esforço extra, Wellington avaliou a participação como positiva e destacou o entrosamento do grupo. Já Aline, cadeirante, lembrou que o desempenho coletivo demonstra a evolução da equipe em relação à edição de Pequim (2022), quando o Brasil foi o último colocado.
Mais chances de medalha
Aline Rocha também está confirmada na prova individual deste domingo. Ela foi bronze nos 18 km do Mundial de Ostersund, em 2023, resultado que alimenta a expectativa de pódio. Completam a equipe os paulistas Guilherme Rocha e Elena Sena, além do paraibano Robelson Lula.
A cerimônia de encerramento dos Jogos acontece em Cortina d’Ampezzo, local das disputas do snowboard, a partir das 16h30 (horário de Brasília, UTC-3).
Fonte: Agência Brasil
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