Brasília – O Diário Oficial da União oficializou, ao longo desta semana, a exoneração de 16 ministros de Estado que pretendem concorrer nas eleições de outubro, movimento exigido pela lei para impedir o uso da máquina pública a favor das candidaturas.
- Em resumo: a debandada cumpre o prazo que expira neste sábado (4) e deixa três ministérios ainda sem comando definitivo.
Por que a debandada era inevitável?
Pela legislação eleitoral, ocupantes de cargos de livre nomeação precisam se afastar seis meses antes do pleito para nivelar a disputa. O governo, portanto, correu contra o relógio para publicar as dispensas antes do limite.
Além de afastar suspeitas de uso de recursos públicos, a medida tenta garantir continuidade administrativa: quase todos os exonerados foram substituídos por quem já era secretário-executivo, mantendo a rotina interna das pastas.
O prazo final é 4 de abril; quem permanecer no cargo após essa data fica inelegível, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
Quem assume e o que ainda está em aberto
No Ministério da Agricultura, André de Paula trocou a Pesca pela vaga de Carlos Fávaro, que tentará o governo de Mato Grosso. Situação similar ocorreu no Esporte, onde Paulo Henrique Cordeiro Perna substitui André Fufuca, pré-candidato ao Senado pelo Maranhão.
Entre as principais saídas, chamam atenção as de Fernando Haddad (Fazenda), Geraldo Alckmin (MDIC) e Simone Tebet (Planejamento). Todos entregaram o cargo para testar força eleitoral em seus Estados ou na chapa presidencial.
Apesar da estratégia de continuidade, três pastas permanecem sem titular definitivo: Empreendedorismo, MDIC e Secretaria de Relações Institucionais. Até que os nomes sejam confirmados, secretários-executivos tocam o dia a dia e evitam paralisia.
As convenções que homologarão as candidaturas estão marcadas para 20 de julho a 5 de agosto; já o registro oficial precisa ser entregue à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. Até lá, mudanças de rota não estão descartadas.
Crédito da imagem: Divulgação
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