Aracaju (SE) – Maior medalhista do Brasil em Jogos Paralímpicos, a nadadora Maria Carolina Santiago definiu 2026 como etapa fundamental na construção de desempenho para Los Angeles 2028. Após quatro temporadas seguidas com eventos de grande porte, a pernambucana de 40 anos disse que o próximo calendário, ainda que sem Mundial ou Paralimpíada, será dedicado a testes de velocidade e resistência.
“Será um período para fazermos a base do que queremos alcançar. Vamos aproveitar cada competição para experimentar programas de prova, mantendo o que já sabemos que funciona”, afirmou a atleta da classe S12, em entrevista concedida no fim de 2025.
Calendário mais enxuto
Com a pandemia de covid-19 comprimindo o ciclo anterior, os nadadores paralímpicos disputaram três Mundiais consecutivos (Madeira 2022, Manchester 2023 e Singapura 2025) além das Paralimpíadas de Paris 2024. Em 2026, os principais compromissos serão as etapas da World Series e os Jogos Parasul-Americanos, marcados para Valledupar e Agustín Codazzi, na Colômbia.
Santiago e o técnico Leonardo Tomazello decidiram reduzir o programa individual da nadadora de seis para três provas — 50 m e 100 m livre e 100 m costas — exatamente as mesmas em que ela conquistou ouro em Paris. A estratégia já rendeu resultado: no Mundial de Singapura, Carol repetiu os três títulos, somou ouro no revezamento 4×100 m medley e ainda levou prata no 4×100 m livre.
Recordes e premiações
Desde que migrou da natação convencional para a paralímpica, em 2018, Carol acumula dez medalhas nas Paralimpíadas, seis delas de ouro, superando todos os brasileiros na história do evento. O desempenho de 2025 garantiu à nadadora o troféu de Atleta Paralímpica do Ano pela quarta vez, recorde entre as mulheres.
“Posso dizer que foi o ano mais difícil desde que entrei no movimento paralímpico, mas transformamos dificuldades em desafios e conseguimos performar”, ressaltou a campeã.
Com o ciclo de Los Angeles oficialmente iniciado, Carol entende que o Mundial de Singapura serviu como medidor de preparação. “É o que temos mais próximo de uma Paralimpíada. Foi um pontapé inicial bem dado”, concluiu.
De acordo com o Comitê Paralímpico Brasileiro, a seleção nacional de natação seguirá reunida em períodos de treinamento ao longo de 2026, alternando bases em São Paulo e no Rio de Janeiro.
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Com a temporada de grandes eventos em pausa, 2026 promete ser decisivo para ajustes técnicos e físicos dos principais nomes da natação paralímpica. Fique ligado e acompanhe cada etapa rumo a Los Angeles 2028.
Com informações de Agência Brasil
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