CER IV — Pacientes amputados atendidos pelo Centro Especializado em Reabilitação José Leonel Ferreira Aquino visitaram o Memorial de Sergipe, em ação que une cultura, saúde e inclusão social.
- Em resumo: projeto Educamputados leva reabilitação além do consultório e reforça vínculos entre pacientes.
Atividade cultural amplia redes de apoio
A iniciativa, organizada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), reuniu 18 participantes entre pacientes, acompanhantes e equipe multiprofissional, oferecendo suporte psicossocial e educação em saúde fora do ambiente clínico.
O grupo já esteve em outros espaços culturais, como o Museu da Gente Sergipana, sempre com o objetivo de promover autonomia e autoestima.
“A proposta de realizar encontros fora do ambiente de saúde busca estimular a convivência social, ampliar experiências e fortalecer a inclusão, a autonomia e a autoestima dos participantes, que já estiveram em outros espaços culturais, como o Museu da Gente Sergipana. Nele, os participantes têm a oportunidade de compartilhar vivências, dividir angústias e, ao mesmo tempo, fortalecer vínculos”, destacou Anajara Camacho, gestora operacional da reabilitação física do CER IV.
Depoimentos mostram impacto na reabilitação
Com cerca de seis meses de existência, o Educamputados foi criado para olhar além da dimensão física, contemplando também aspectos emocionais e sociais do processo de reabilitação.
“Depois de tantos anos desde a amputação, foi a primeira vez que eu tive um acompanhamento completo, com fisioterapia e uma equipe realmente preparada. Os dias em que eu estou lá são, sem dúvida, os mais gratificantes para mim. Estou revendo coisas que fazem parte da minha infância, da minha história. Só tenho a agradecer à toda equipe do CER IV, aos profissionais e aos meus colegas também. Foi realmente um momento muito gratificante pra mim”, ressaltou Crispim José da Conceição, 59 anos, paciente do CER IV.

O projeto conta com dezenas de profissionais atuando em fisioterapia ortopédica, cardiorrespiratória e neurofuncional, tanto infantil quanto adulta.
“Os resultados têm sido muito positivos. A cada encontro, a gente percebe os pacientes mais integrados, mais confiantes e mais à vontade. E é importante destacar que esse processo é uma via de mão dupla: enquanto eles evoluem, nós, profissionais, também aprendemos muito com cada história. O grupo veio para somar e fortalecer ainda mais o processo de reabilitação desses pacientes”, frisou Valéria Barreto, fisioterapeuta e idealizadora do projeto.
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Crédito da imagem: Divulgação / Mário Sousa
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