O sergipano está pagando mais caro no mercado, mas ainda sai na vantagem frente ao resto do Brasil. Em maio, a cesta básica chegou a R$ 652,73 — só São Luís cobra menos.
O custo da cesta básica em Aracaju atingiu R$ 652,73 em maio de 2026, apresentando um aumento de 20,99% no acumulado deste ano e de 12,63% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar desse aumento, a capital sergipana mantém o segundo menor valor entre as 27 capitais brasileiras, ficando atrás apenas de São Luís (MA).
Os dados são parte de uma análise realizada pelo Observatório da Indústria do Sistema FIES, que se baseou na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A pesquisa revela que, na comparação com abril de 2026, o conjunto de alimentos essenciais ficou 5,39% mais caro para os consumidores de Aracaju.
O levantamento também indica que o aumento dos preços foi uma tendência observada em todas as capitais do país durante o mês de maio. Entre as maiores altas registradas no comparativo mensal, destacam-se cidades como Recife, com 8,05%, Florianópolis, com 7,81%, e Fortaleza, com 7,48% de aumento. Na comparação com maio de 2025, os maiores reajustes ocorreram em Recife (14,29%), Cuiabá (14,16%) e Fortaleza (13,26%). Apenas São Luís apresentou uma redução no custo da cesta básica nesse período, com uma queda de 2,52%.
Em termos absolutos, São Paulo liderou o ranking das cestas mais caras do país em maio, com um custo médio de R$ 952,20. Na sequência, aparecem Cuiabá (R$ 925,49) e Rio de Janeiro (R$ 914,48). Por outro lado, as cestas mais baratas foram registradas em São Luís (R$ 651,15), Aracaju (R$ 652,73) e Rio Branco (R$ 689,11).
Dentre os produtos analisados, Aracaju se destacou nacionalmente pela redução de 9,04% no preço do arroz agulhinha em relação ao mês anterior. No entanto, o leite integral apresentou um aumento de 10,02% quando comparado a maio do ano passado, o que tem pressionado o orçamento das famílias sergipanas.
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