Um incêndio atingiu barracos na Rua Paraíba, perto de um hospital desativado no Santo Antônio (Zona Norte). Moradores chamaram o 193 às 6h30; o CBMSE encontrou chamas avançadas em madeira e recicláveis.
Um incêndio mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) na manhã desta segunda-feira, 24 de agosto. As chamas atingiram barracos erguidos na Rua Paraíba, trecho próximo a um antigo hospital desativado no bairro Santo Antônio, zona norte de Aracaju. O acionamento ocorreu por volta das 6h30, quando moradores perceberam a fumaça se espalhando rapidamente e ligaram para o telefone de emergência 193.
De acordo com o CBMSE, ao chegarem ao endereço os militares encontraram o fogo em estágio avançado, consumindo estruturas de madeira e materiais recicláveis armazenados no interior dos barracos. A situação exigiu o emprego de diversas linhas de ataque com água, além de equipamentos de proteção respiratória, porque havia grande concentração de fumaça tóxica no ambiente confinado entre construções vizinhas.
Os bombeiros concentraram esforços para evitar que o fogo se propagasse para imóveis lindeiros. Segundo a corporação, a estratégia incluiu o resfriamento das paredes externas de duas edificações vizinhas, ambas construídas em alvenaria, o que ajudou a conter a transferência de calor. A rápida intervenção permitiu isolar o foco principal e, na sequência, debelar totalmente as chamas.
Com o incêndio controlado, foi iniciado o chamado rescaldo, etapa destinada a revolver escombros e eliminar possíveis brasas que pudessem provocar reignição. A operação também incluiu a retirada de entulhos carbonizados para liberar o acesso da Defesa Civil municipal, que deve avaliar a estabilidade das estruturas remanescentes.
A ocorrência não deixou vítimas, conforme relatório preliminar do CBMSE. Moradores conseguiram sair a tempo e não houve necessidade de atendimento pré-hospitalar no local. Apesar disso, as perdas materiais foram significativas: utensílios domésticos, roupas e parte da estrutura dos barracos ficaram reduzidos a cinzas.
O trabalho foi coordenado pelo tenente Gabriel Davino, à frente da guarnição do 1º Grupamento de Bombeiros Militares. Ainda segundo a corporação, foram utilizados aproximadamente quatro mil litros de água durante toda a intervenção, que se estendeu por cerca de duas horas.
Até o fechamento desta edição, as causas do incêndio permaneciam desconhecidas. Técnicos do CBMSE devem retornar à área para realizar perícia e apontar, em laudo, se houve curto-circuito, uso inadequado de fogareiros improvisados ou outra origem para o sinistro. Os moradores afetados serão cadastrados pela Secretaria Municipal da Assistência Social para receber apoio emergencial.
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