O retorno das precipitações ao interior de São Paulo permitiu que produtores acelerassem o plantio da segunda safra de milho, atrasada pela estiagem registrada no início da primavera.
Em uma propriedade que destina 220 hectares ao cereal, o cultivo começou ainda no fim de agosto, mesmo sem o volume de água ideal. A operação só pôde ser realizada graças a um sistema de cultivo que garante maior conservação da umidade no solo. Antes de receber as sementes de milho, a área foi ocupada por soja e, posteriormente, por crotalária e braquiária, espécies usadas para melhorar a estrutura do terreno.
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra paulista em andamento deve atingir mais de 1,8 milhão de toneladas, resultado 13% superior ao ciclo anterior.
Outra fazenda, localizada em Santa Cruz do Rio Pardo (SP), já concluiu o plantio em quase 200 hectares. A irrigação suplementar tem compensado a irregularidade das chuvas, garantindo que o cronograma seja mantido. A estimativa é colher pouco mais de 2 mil toneladas.
No mercado, a saca de 60 quilos foi negociada a cerca de R$ 50 no ano passado. Os produtores consultados projetam que o valor possa chegar a R$ 70 em 2026, caso a oferta se mantenha ajustada à demanda.
Segundo boletim recente da Conab, a tendência de crescimento da área semeada se repete em outras regiões do país, impulsionada pelos preços firmes do grão.
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O avanço do plantio, aliado à previsão de uma safra maior, reforça o otimismo de produtores e analistas para o ciclo 2025/2026. Continue acompanhando nossas publicações e fique por dentro das próximas etapas da colheita.
Com informações de G1
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