BRASÍLIA (DF) – A menos de dois anos da votação, a disputa pelo Palácio do Planalto já tem dez pré-candidatos declarados, sinalizando uma eleição fragmentada e de alto risco para quem lidera as pesquisas, mas amarga forte rejeição.
- Em resumo: Lula confirma reeleição, Flávio Bolsonaro herda a vaga do pai preso e outros oito nomes buscam romper a polarização.
Quem já entrou no tabuleiro eleitoral
Além do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 44, o ex-governador goiano Ronaldo Caiado (PSD) oficializou sua pré-candidatura em 30 de março. A lista traz ainda Romeu Zema (NOVO), Renan Santos (Missão), Aldo Rebelo (Democracia Cristã), Hertz Dias (PSTU), Samara Martins (UP), Rui Costa Pimenta (PCO) e Cabo Daciolo (Mobiliza).
Os registros, divulgados em convenções partidárias e nos dados oficiais da Câmara, mostram que a direita tem hoje quatro postulantes, enquanto a esquerda se divide em cinco correntes, além da tentativa de “terceira via” puxada por Caiado.
Pesquisas Paraná e Gerp indicam rejeição de até 51% a Lula, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 24%.
Rejeição alta e efeito dominó nas alianças
A taxa de desaprovação ao petista, apontada pelos institutos Paraná Pesquisas (47%) e AtlasIntel (50,6%), abre flanco para adversários que buscam colar em agendas específicas: Caiado promete anistiar Jair Bolsonaro; Zema oferece gestão liberal; Daciolo mobiliza o eleitorado evangélico; e Renan Santos flerta com pautas ultraliberais e críticas simultâneas a petismo e bolsonarismo.
Já na esquerda radical, Hertz Dias, Samara Martins, Rui Costa Pimenta e Edmilson Silva querem ocupar o espaço de oposição “pela esquerda” ao Planalto, defendendo ruptura com o sistema financeiro e expropriação de grandes empresas.
Datas-chave e próximos movimentos
O 1º turno está marcado para 4 de outubro de 2026; se necessário, o 2º ocorre em 25 do mesmo mês. Até lá, partidos precisam confirmar chapas nas convenções entre julho e agosto do ano que vem. Nos bastidores, o PSD negocia atrair Zema como vice de Caiado, enquanto o PL tenta blindar Flávio de desgaste jurídico.
Especialistas lembram que a fragmentação pode levar a uma eleição decidida nos detalhes — voto útil, abstenção e até protesto podem influenciar um cenário onde nenhum nome supera 30% de intenção no início da campanha.
No cenário político de Sergipe, movimentos semelhantes de alianças já estão em curso, como mostramos recentemente na editoria de Política.
Crédito da imagem: Divulgação
Você acredita que algum desses novos nomes conseguirá quebrar a polarização? Participe nos comentários e acompanhe a cobertura completa em nossa editoria de Política.
Siga o SE Por Dentro e entre no nosso grupo de notícias.








