Aracaju (SE) – As importações norte-americanas de café brasileiro recuaram 52% em setembro de 2025 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, informou nesta quinta-feira (9) o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Estados Unidos caem para a terceira posição
Com a compra de 332.831 sacas de 60 kg, os Estados Unidos ficaram em terceiro lugar entre os principais destinos do grão nacional. A Alemanha liderou o ranking mensal, com 654.638 sacas (queda de 16,9%), seguida pela Itália, que adquiriu 334.654 sacas (recuo de 23%).
Desempenho geral das exportações
No total, o Brasil embarcou 3,45 milhões de sacas de café verde em setembro, volume 18,3% menor que o registrado no mesmo período de 2024, quando houve recorde histórico de exportações. Ainda assim, o montante superou os resultados de setembro de 2023, 2022 e 2021.
Impacto das tarifas norte-americanas
De acordo com o Cecafé, o principal fator para a retração foi o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, que restringiu os embarques. O presidente da entidade, Márcio Ferreira, afirmou em nota que o mercado norte-americano segue crucial para o setor e pediu a retomada de negociações bilaterais. “O Poder Executivo precisa se mobilizar com urgência em prol do país. Não existe mais o receio de não haver abertura ao diálogo diplomático”, declarou, citando as conversas recentes entre os presidentes Lula e Trump.
Detalhamento por tipo de café
• Café arábica: 2,97 milhões de sacas, queda de 10,1% em relação a setembro de 2024.
• Robusta e conilon: 489,7 mil sacas, retração de 47,4%.
Produto industrializado e receita
Somando café industrializado, as exportações alcançaram 3,75 milhões de sacas, redução de 18,4% na mesma comparação anual. Apesar do menor volume, a receita cambial subiu 11,1%, atingindo US$ 1,369 bilhão, favorecida por preços médios 36,2% mais elevados.
Com a forte dependência do mercado externo, o setor aposta em novas rodadas de negociação para suavizar o impacto das tarifas e recuperar participação nos Estados Unidos.
Segundo dados da United States International Trade Commission, mudanças tarifárias costumam alterar rapidamente o fluxo de comércio de commodities agrícolas.
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Resumo: Em setembro, os EUA compraram 52% menos café brasileiro ante 2024 devido ao aumento de tarifas, fazendo o país cair para a terceira posição entre os clientes do Brasil. Apesar da queda no volume total exportado, a receita subiu 11,1% puxada pela valorização do grão. Continue acompanhando nossas atualizações e fique por dentro do mercado cafeeiro.
Com informações de G1
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